31 de jan. de 2016

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9 de jan. de 2016

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Dormindo Sozinha

Dormindo Sozinha - Lenda Urbana Lendas Urbanas - Dormindo Sozinha Linda acordou com o telefone tocando na sala. Olhou em volta e notou que já era noite e pensou que estava atrasada, mas olhou no relógio e viu que ainda tinha muito tempo para chegar ao trabalho. Levantou-se da cama e foi olhar se a pessoa que ligou deixou mensagem. Ao sair do quarto viu sua filha Karem desenhando na frente da televisão. “Oi mamãe.” – gritou a menina correndo em direção à mãe.< Karem era uma menina muito amorosa e dedicada, desde que o pai morreu, ela tem tomado conta da mãe da melhor maneira possível. Apesar de ainda ter 11 anos era muito madura e apesar da vida dura que levava sempre estava contente. “Você atendeu o telefone? Quem era?” “A babá, disse que não pode vir hoje, pois esta doente.” – respondeu a menina. Linda franziu a testa com ar de preocupação, ela não podia faltar ao trabalho, pois o dinheiro já era curto e perder um dia de trabalho no bar onde trabalhava significaria mais dividas. “Não tem problema, eu posso ficar em casa sozinha por hoje mãe, aliás, o Predador esta aqui para me proteger.” – disse Karem olhando para o pastor alemão deitado no sofá. “Tudo bem, qualquer coisa estranha você pode me ligar no bar e eu venho pra casa correndo.” – respondeu a mãe preocupada. Algumas horas depois Karem se preparava para dormir, verificou todas as janelas da casa e viu que uma das janelas do sótão fechava mais não trancava, pois o pino estava quebrado. Não deu muita importância, trancou a porta do sótão e foi para o quarto. Ela entrou no quarto e chamou Predador que veio imediatamente e deitou-se de baixo da cama como de costume. Depois que havia deitado Karem colocou a mão de baixo da cama para o cachorro lamber. Isso era como um ritual noturno que ela fazia para se sentir mais segura. No meio da noite Karem acordou com um barulho de água pingando. O barulho parecia que vinha do banheiro que ficava perto do quarto. Ela ficou com medo, pois esse barulho não estava lá quando ela foi dormir. Colocou a mão de baixo da cama e sentiu a lambida do cachorro, sentindo-se mais segura voltou a dormir. Algum tempo depois a garota voltou a acordar com o mesmo barulho e colocou a mão embaixo da cama para o cachorro lamber outra vez, porém não sentiu nada. “Predador!” – sussurrou “Predador!” – sussurrou uma vez mais. O cachorro não respondeu com a lambida. Preocupada e com medo ela olhou embaixo da cama que estava vazia. Seu corpo estremeceu, por um momento pensou em cobrir a cabeça e ficar ali, mas decidiu ir atrás do seu cachorro. Decidiu ir primeiro ao banheiro de onde o barulho vinha. Andou lentamente com passos pequenos em direção ao banheiro e quando chegou à porta não pode conter o grito de terror, pois a imagem era brutal. O banheiro estava todo ensangüentado, o cachorro pendurado pelo pescoço com a mangueira do chuveiro na parte metálica do box, seu corpo cortado de uma extremidade a outra e seu sangue pingava no chão. Karem gritou outra vez, mas o grito foi abafado por uma mão enquanto lia no espelho a frase. “Pessoas também lambem”.

Big Liz

Big Liz – Lenda Urbana Lendas Urbanas - Big Liz Era manhã de 1864 e Big Liz estava preparando o café da manhã de seus senhores quando o capataz da fazenda entrou na cozinha. “Big Liz, vai ajudar com o carregamento de suprimento das tropas e prepare-se para a viagem, pois você vai com eles para cozinhar e limpar.” “Sim senhor.” – respondeu. Sendo escrava ela não tinha escolha, fazia o que os outros mandavam, trabalhava dia e noite servindo seus donos e sobrevivia ao ambiente hostil das senzalas. Mas Big Liz, como era conhecida, sonhava com a liberdade, ela queria ser dona do próprio destino. Seus sonhos se desmanchavam quando lembrava que seus donos lutavam na guerra civil dos Estados Unidos, pois eram contra a abolição da escravidão e faziam parte do exército da Confederação, da parte do sul do país. Depois de dois dias viajando Liz estava limpando o acampamento e guardando suas coisas para seguir viagem. Afastou-se do grupo para fazer suas necessidades fisiológicas quando sentiu uma mão tampando sua boca e seu corpo sendo arrastado para dentro de um arbusto. Debatendo-se Liz viu dois soldados da União, oponentes de seus senhores. Os soldados da União lutavam a favor da abolição e de manter unidas a parte norte e a parte sul do país sob o mesmo governo. “Quieta, não faça barulho, nós não vamos te machucar.” – disse um deles enquanto retirava a mão de sua boca. “Onde esta indo esse carregamento? Nós temos que interceptá-lo.” Liz hesitou em responder, estava assustada e com medo que eles a matassem. “Você vai cooperar certo? Lembre-se que nós estamos lutando por você e seu povo, se a União vence essa guerra você ganhará sua liberdade.” – disse o outro soldado. Depois disso Biz Liz não somente contou onde estava indo o carregamento, mas se tornou uma das principais informantes da União. Ela espionava a conversa de seu dono e capatazes e dava a informação sobre carregamentos para serem interceptados para os soldados da União escondidos dentro dos limites da fazenda. Passado alguns meses o ambiente da fazenda havia se tornado pesado, a Confederação estava perdendo a guerra e todos sabiam que dentro de poucos meses a União iria declarar a vitória. Big Liz estava contente, pois não somente ganharia sua tão sonhada liberdade, mas também fizera parte da conquista. “Big Liz, prepare-se para sair comigo.” – Disse o dono da fazenda diretamente a ela. Big Liz se preocupou, pois seu senhor nunca lhe dava ordens diretamente. Algum tempo depois ela chegou ao lugar de onde partiriam. Uma carroça enorme, cheia de baús acorrentados estava preparada. “Sobe ai, pegue as rédeas e vamos em direção ao pântano, tenho um serviço especial para você.” Ela fez como seu senhor mandou. Logo eles entraram no pântano, Big Liz morria de medo do lugar, pois era escuro e silencioso. Mesmo de dia parecia noite por causa da densidade da vegetação e uma névoa baixa deixava o lugar com aspecto tenebroso e até os cavalos receavam andar no lugar, fazendo com que ela tivesse que lutar para fazer eles andarem. Liz queria perguntar por que estavam ali, mas tinha medo de ter sua língua cortada por desrespeitar seu senhor. Depois de algumas horas andando dentro do pântano avistaram uma pequena clareira e o senhor mandou que ela se dirigisse até lá. Liz deu um grito de pavor quando viu dois esqueletos humanos no chão. “Não se preocupe, eles morreram há muito tempo.” – disse o velho sorrindo. “Eles fizeram essa clareira algum tempo atrás, pouco antes da guerra começar. Eu queria um lugar secreto para esconder meu tesouro em caso da Confederação perdesse a guerra... e olhe onde estamos. Mas não se preocupe, nada vai acontecer com você, aliás, você tem sido tão fiel a mim e a minha família todos esses anos. Agora ande, cave um buraco bem profundo e enfie os baús dentro.” Big Liz fez como foi mandada, horas depois enquanto amaciava a terra em cima do buraco já tampado foi agarrada pelos cabelos. Ela gritou, mas o ninguém a ouviu. “Agora vamos acertar nossas contas sua escrava de merda. Nós capturamos e torturamos alguns soldadinhos da União em nossa fazenda e eles me contaram tudo. Você arruinou tudo, grande parte de nossas derrotas não aconteceriam se nossos carregamentos não tivessem sido interceptados.” Com todo seu ódio o velho enfiou uma faca no pescoço de Big Liz e separou a cabeça do corpo deixando Liz para apodrecer em cima do seu tesouro. Alguns dias depois a fazenda foi invadida pela União e o dono do lugar morto durante a batalha. O corpo de Big Liz e o tesouro nunca foram encontrados. Diz a lenda que Big Liz guarda o tesouro e você pode obter-lo da seguinte forma: Existe uma pequena ponte sobre o rio Transquaking. Vá até lá de madrugada, buzine três vezes e grite “Big Liz”. Espere um pouco e ela irá aparecer na frente do carro carregando sua cabeça em suas mãos. Não se assuste ou tente correr, pois os olhos de Liz são vermelhos e brilhantes. Quando ela virar de costas e começar a andar, saia do carro e siga-a para dentro do pântano e ela te levará até o lugar onde o tesouro está enterrado. Algumas pessoas que tentaram dizem que não puderam sair do carro pela imagem aterrorizante de Big Liz. Outros que a seguiram, mas não puderam entrar no pântano, pois dizem ser muito sombrio. E há aqueles que se atreveram a seguir Big Liz e nunca mais foram vistos. Vários carros foram encontrados vazios sobre a ponte e sem sinal do que aconteceu com o dono. Existem rumores que Big Liz está sob o controle de seu senhor como forma de pagamento por sua traição e quando a pessoa chega ao local onde esta enterrado o tesouro é assassinado pelo fantasma do velho do mesmo jeito de Liz.

A Carona

A Carona - Histórias de Terror Lendas Urbanas - A Carona Essa é a história de um amigo caminhoneiro que mora em Goiânia. Ele sempre esta na estrada ganhando o pão da família e uma vez ou outra me conta histórias de arrepiar que acontecia em suas viagens, vou compartilhar com vocês algumas dessas histórias que ele me contou pessoalmente. Eis que uma vez, estava Ronaldo fazendo o trecho São Paulo-Goiânia. Parou em um posto de gasolina pra abastecer e comer algo. Sentou-se no balcão da lanchonete e fez seu pedido. Enquanto estava comendo, uma mulher bonita e até bem vestida sentou-se do seu lado e puxou conversa com. Conversa vai e vem deu a hora de ir embora ele se despediu e saiu da lanchonete. Quando ligou o caminhão ali estava a mulher. Ele abaixou o vidro para ver o que queria e ela pediu uma carona, disse que morava na cidade vizinha e não queria andar até lá, que apesar de perto, já eram duas da manhã. Sem hesitar ele aceitou. A cidade era realmente perto, dez minutos depois de sair do posto chegaram ao trevo. Apontando uma esquina ali no trevo, pediu pra parar e desceu do caminhão. Ronaldo se assustou quando viu que ali era o muro de um cemitério. “Como você tem coragem de ficar aqui? Vamos embora eu te levo em casa, não importa que seja longe.” – disse ele com medo de deixar ela ali. “Eu já estou em casa” – disse a mulher andando em direção ao muro do cemitério e desapareceu. Contando essa história e conversando com outros caminhoneiros, descobriu que o fantasma era de uma prostituta que residia na cidade onde ele a deixou. Ela teria sido estuprada e morta por um caminhoneiro que a pegou naquele posto. Dizem que seu fantasma fica assombrando caminhoneiros como forma de vingança. Hoje, Ronaldo sempre desvia do trecho onde encontrou a mulher com medo de vê-la novamente. E você? Daria carona a um estranho(a) na estrada?

A Sinhá Desaparecida

A Sinhá Desaparecida - Lendas Urbanas Lendas Urbanas - A Sinhá Desaparecida Enviada por Nathalia Alvarenga. Ótima Lenda Urbana, parabéns a autora. Há mais de 200 anos, havia uma fazenda de café na região de Barra Velha, no município de Ilhabela, litoral norte de São Paulo. O dono desta fazenda era um velho coronel aposentado, de índole questionável, e casado com uma mulher bem mais jovem que ele. Depois do almoço, o coronel tinha o hábito de tirar um cochilo, e nesta hora, a Sinhá se encaminhava para o meio do matagal que rodeava a fazenda para se banhar na cachoeira, que ficava a curta distância da propriedade de seu marido. No século XVIII, as fazendas de café funcionavam baseadas no trabalho escravo e os negros, propriedades dos barões, eram marcados com argolas de ferro no nariz ou nos calcanhares. Isso para garantir que não fugiriam ou se passariam por alforriados, ainda raros nesta época. E eis que um dos escravos da fazenda a qual nos referíamos, mais rebelde, encontrava-se justamente próximo à cachoeira quando a Sinhá se aproximou para o banho. Tirou a roupa e, completamente nua, pôs-se a se refrescar debaixo d’água. Tomado de desejo e após um tempo observando aquela bela silhueta se banhando, o escravo não agüentou e se revelou perante a Sinhá. E sem dizer nada, avançou em sua direção e abusou dela, saciou-se de seu desejo à força, contra a vontade da Sinhá. Quando ela colocava a roupa para ir embora, chorando e muito assustada, foi que o escravo se deu conta do que havia feito. E temendo um castigo mais duro do seu cruel senhor, pegou um pedaço de pau e bateu com toda a força na cabeça da Sinhá, pelas costas, perfurando o crânio dela. O escravo empurrou o corpo da Sinhá para a água e fugiu mata adentro, com medo de ser descoberto pelo coronel e nunca mais foi visto. O corpo desapareceu na cachoeira e nenhum vestígio da Sinhá foi encontrado. Hoje, dizem os que ousaram se banhar na cachoeira, é que bem ao longe, dá pra ouvir os gritos e as súplicas da Sinhá, desesperada, gritando por socorro. Dizem também que é possível escutar o escravo, que apesar de continuar desaparecido, parece continuar vivendo na mata próxima a cachoeira.

A brincadeira do copo

Lendas Urbanas – A brincadeira do copo A Brincadeira do Copo Este é um conto especial para o Halloween e está dividido em três partes. A segunda parte será postada sexta-feira dia 25 e a parte final no dia 31 que é o dia do Halloween. A história foi baseada na conhecida lenda urbana da brincadeira do copo. Espero que gostem. Parte 1 – Na Escola Artur é um adolescente que todos consideram atentado, mentiroso, desafiador, problemático e enxerido. Ele esta sempre se metendo em encrenca e levando outros junto. Ele gosta de invadir casas abandonadas, ir a lugares proibidos e fazer tudo que os adultos dizem que não pode ou é perigoso. Artur vai descobrir que certas coisas são melhores quando deixadas quietas. Quatro adolescentes estavam sentados na biblioteca da escola onde estudavam quando Artur chegou. Todos ali tinham treze ou quatorze anos. Eram três e meia da tarde e apesar de estudarem de manhã, eles estavam ali para fazer um trabalho. “Fala ai galera.” – disse ele, vendo todos se virarem em sua direção. “Vocês não sabem o que eu consegui.” – continuou tirando uma caixa da mochila. “Isso aqui é um tabuleiro de ouija. Com esse tabuleiro agente pode brincar da brincadeira do copo. “Agora o Artur pirou de vez?” – Disse uma das garotas. “Nem louca eu vou mexer com isso. To fora, não quero nem escutar o resto.” – completou já se levantando da mesa e saindo. Os demais esticaram seus pescoços em direção ao tabuleiro. “Vamos para o auditório, eu vi os alunos da terceira série terminando o ensaio da apresentação do dia das mães e a porta ficou aberta. O zelador só volta para trancar no final da aula.” – disse José, um dos melhores amigos de Artur. Sem mais nenhuma palavra eles pegaram suas mochilas e foram para o auditório. O auditório era grande, podendo acomodar facilmente trezentas pessoas ou mais. Na parede da direita ficava um conjunto de janelas com mais ou menos dois metros de altura que iluminavam muito bem o ambiente. Cortinas grossas de veludo azuis estavam amarradas a cada poucos metros. A entrada do auditório por dentro da escola era ao lado do palco. Havia outra entrada pelos fundos do auditório que dava para fora da escola e era acessada por uma sala adjacente, mas era aberta para os pais somente quando havia alguma apresentação. Essa porta era de vidro com grade de ferro trabalhada em desenhos de flores. Eles foram para os fundos de modo que se algum professor ou o zelador entrasse no auditório eles poderiam ficar escondidos atrás dos assentos. Artur colocou o tabuleiro no chão atrás da última fileira de assentos e todos sentaram ao redor. Eles estavam ansiosos para começar. Alguns sorrindo, outros com medo e sentindo o coração pular dentro do peito, mas com vergonha de dar para trás. “Certo, agora todo mundo coloca a mão em cima desse objeto aqui.” – disse Artur mostrando um objeto circular com uma seta pintada. “Nós temos que invocar algum espírito. Se concentrem e vamos tentar chamar algum.” “Deixa eu tentar.” – disse Bárbara, uma das mais loucas ta turma. “Pedimos que algum espírito ou entidade venha falar conosco. Juntem-se a nossa volta e responda a nossas perguntas.” – completou. Eles se entre olharam esperando que algo acontecesse ou o objeto se movesse. Por vários segundos nada aconteceu, o suspense ficava mais intenso. Um deles estava prestes a dizer algo quando Bárbara gritou. O som de terror fez com que todos saltassem longe, olhando com horror para ela que já dava gargalhadas pela peça que ela tinha pregado nos colegas. “Mas você é muito idiota mesmo Bárbara. Vai para o inferno.” – resmungou José. “Eu não estou gostando nada disso.” – disse Caio, o mais franzino e medroso da turma. “Calma gente, só uma brincadeirinha pra descontrair, vamos começar de novo. Dessa vez é sério e sem brincadeira.” – respondeu Bárbara. Todos se sentaram novamente em volta do tabuleiro e colocaram as mãos sobre a peça. “Há algum espírito entre nós?” – Perguntou Artur. O objeto começou a mover-se lentamente e foi arrastando até a seta apontar para a palavra “SIM”. Eles arregalaram os olhos. “Não sou eu, se alguém estiver brincando agora é hora de parar.” – disse Bárbara. “Você pode dar alguma outra manifestação da sua presença?” – perguntou de novo Artur. Uma pancada alta vinda da janela fizeram todos se assustar. Artur arregalou os olhos e sorrindo continuou. “A Bárbara vai passar de ano?” A peça se moveu lentamente para a palavra NÃO. “A esse ponto do ano e com as minhas notas eu não preciso de espírito nenhum me dizer isso. Agora eu vou perguntar algo sobre você. Espírito, o Artur vai ter uma morte lenta e dolorosa?” A peça lentamente se moveu para a palavra SIM. “Você esta passando dos limites Bárbara.” – reclamou Artur franzindo a testa, enquanto os outros tremiam de medo “Você pode nos dizer seu nome, ou te chamamos de espírito?” A peça novamente começou a mover. Primeiro, moveu-se lentamente até a letra M, depois a letra E, depois S e com uma velocidade anormal completou com as letras TRE. “Mestre?” – perguntou Bárbara. “Está de sacanagem.” – completou. “Você não quer deixar o espírito bravo.” – disse Artur. “Mestre, você pode nos responder tudo que queremos?” Outra vez a peça moveu-se demasiadamente rápido. Todos olhavam com olhos arregalados para o tabuleiro lendo, AQUI NÃO. “Onde então?” Perguntou Artur. Bárbara e os outros garotos retiraram suas mãos do objeto. Artur por fim retirou sua mão também e antes que ele pudesse dizer qualquer coisa a peça moveu por si própria. Em um ritmo acelerado o objeto soletrou “CAVE”. Artur sorriu. Cave era como os adolescentes chamavam uma caverna que ficava em um parque da cidade. Apesar de ser proibido entrar nessa caverna os jovens sempre se reuniam lá para usar drogas ou outros atos de promiscuidade. O lugar em si tinha uma energia negativa que assustava Bárbara que havia ido ao local pouquíssimas vezes. “Nunca que eu vou entrar na cave pra fazer essa brincadeira estúpida. E vocês também não deveriam. Eu já escutei muitas histórias onde as pessoas se deram mal. Agente não sabe quem ou o que está nos respondendo.” “Você não quer deixar o espírito bravo, quer Bárbara?” – perguntou de novo Artur. Antes mesmo que Artur pudesse terminar de pronunciar o nome de Bárbara as cortinas do auditório se fecharam. A escuridão no auditório era completa e o terror começou. Bárbara sentiu duas mãos tocarem seus ombros com força e arremessando-a longe. Ela foi escorregando no piso de madeira encerado, um de seus tênis voando para o lado. Ela gritou alto, queria falar, mas não encontrava palavras. Ela sabia que não havia sido empurrada por um de seus amigos, nenhum deles tinha tamanha força. As mãos outra vez lhe tocam, desta vez nos braços. Ela foi puxada, distanciando ainda mais de seus amigos que gritavam seu nome desesperadamente. Bárbara rolou e ficou de bruços para tentar levantar, mas foi detida por uma mão em sua cabeça que puxando seus cabelos, elevou sua cabeça alguns centímetros e logo depois arremessou-a contra o piso. Sangue escorria misturado com suas lágrimas e saliva. Em choque, com dor e sem forças ela se entrega e para de se debater. Bárbara havia aceitado sua morte. Começou a rezar para que a morte fosse rápida para que seu tormento acabasse. Ela pensou em seus pais. Sendo filha única o sofrimento deles seria insuportável, especialmente para sua mãe. Novamente ela sentiu uma dor excruciante, agora em suas costas. A dor foi seguida de um barulho de chicote. As chicotadas continuaram até que ela, não suportando mais, desmaiou. O resto da turma não via nada, mas ouvia tudo. Aterrorizados, eles correram para a sala adjacente onde se encontrava a porta de vidro grande que dava para fora da escola. Gritando e esmurrando a porta eles conseguiram a atenção de alguém que passava na rua. “Moço, socorro. Estamos trancados aqui, avise na secretaria e peça que alguém venha abrir para nós. Uma de minhas amigas está machucada.”- gritou José para o homem do lado de fora. Ele fez um sinal de positivo com o polegar e saiu em direção a entrada da escola. Passado alguns minutos eles escutaram mais barulho no auditório e foram ver se era a ajuda chegando. A diretora, seguida da coordenadora e do zelador entraram furiosos e quando viram Bárbara no chão foram a seu socorro tirando sua atenção dos demais. Aproveitando o momento Artur enfiou o tabuleiro em sua mochila. O zelador correu para cima do palco e desaparecendo atrás da cortina acendeu as luzes. A coordenadora e a diretora se ajoelharam ao redor de Bárbara. “O que aconteceu aqui?” – perguntou a diretora. “Nós só estávamos brincando. Fechamos as cortinas e a Bárbara começou a gritar. Pela escuridão não conseguimos encontrar a porta. Acho que ela teve um ataque e caiu.” – respondeu Artur, recebendo olhares fulminantes de José e Caio. “Direto para a diretoria, os três.” – resmungou a coordenadora.

Brincadeira do Copo – Parte 3

Lendas Urbanas – Brincadeira do Copo – Parte 3 Lendas Urbanas Parte 3 – Na Caverna Bárbara andava não agüentou o cansaço e dormiu antes do amanhecer. Segundos depois começou a sonhar. Ela estava com a roupa do hospital e descalça. Estava caminhando em uma estrada de terra cercada de arvores dos dois lados. Era noite e a única luz presente vinha da lua nova no céu. Ela estava sozinha, andando sem rumo, até que avistou a silhueta de uma pessoa no horizonte. Ela correu em direção a pessoa e ao aproximar-se viu que se tratava de sua avó que havia falecido dois anos atrás. “Vovó Emilia?” – disse ela com voz tremula. Sem dizer nada sua avó abriu os braços. Barbara foi ao seu encontro e a abraçou. As duas se emocionaram e lágrimas escorreram por seus rostos. “Venha, vamos andando. Eu vou te contar algo.” – disse a senhora levando Bárbara pelo braço. “Algumas pessoas vêm ao mundo com missões especiais e carregam dentro de si um poder muito forte, muitas falham e outras não. Mas todas sentem o chamado do dever no momento certo, ou quase todas. O poder que há em você despertou muito antes da hora, por uma boa causa, mas antes da hora. O mundo é assim, coisas inusitadas acontecem a todo momento. Eu estou aqui para te dizer que você tem que entender que você tem esse poder e que você deve acreditar em si para usá-lo. O que você fez dentro daquele quarto de hospital foi algo raro. Artur também tem um poder dentro dele, mas é diferente do seu. Mais para frente ele vai entender, mas nesse momento o demônio quer usá-lo para seu próprio interesse.” Emilia segurou o rosto de sua neta com força e olhou-a nos olhos. "Entenda isso querida. Só você, pode salvar seus amigos. Muitas vidas dependem disso. Por conta daquela “brincadeira” vocês criaram algo muito perigoso.” “Como vó? Eu não sei como. Eu estou com medo, acho que não sou a pessoa certa. Alguém tem que me ajudar.” “Você é inteligente, você vai encontrar uma maneira. E se você não for a pessoa certa, acho que estamos em sérios apuros.” - respondeu Emilia desaparecendo no ar. Bárbara acordou com um pulo. Sua mãe estava a seu lado com o médico. “Boas notícias filha. O doutor acabou de te dar alta.” – disse Sofia sorrindo para a filha. Sem prestar muita atenção nos dois, Bárbara pegou seu celular e ligou para Artur, mas deu na caixa de mensagens. Em seguida ligou para o celular de Caio e José e também estavam desligados. Ligou para a casa de Artur, uma mulher atendeu. “Oi dona Silvia. Aqui quem fala é a Bárbara. O Artur se encontra em casa?” “Não, está na escola. Você está melhor?” – respondeu a mãe de Artur. “Estou sim, obrigada. Me desculpe, eu estou meio perdida no tempo. Que dia é hoje?” “Quinta-feira .” “A senhora pode pedir para o Artur me ligar assim que ele chegar em casa?” “Claro. Melhoras para você.” – respondeu a mulher, desligando logo em seguida. Recebendo alta do hospital Bárbara e sua mãe foram direto para casa. Bárbara disse que iria descansar um pouco mais e foi para o seu quarto. Ela deitou na cama e começou a pensar em um jeito de acabar de vez com essa história. Seu computador que ficava de frente para sua cama estava ligado com o navegador de internet aberto em sua página inicial, o Google. “Ah, a melhor invenção desde o ar condicionado!” – exclamou. Sentando-se em frente ao computador ela começou sua busca por explicações e informações sobre o tabuleiro ouija. Entrando página por página, link após link e lendo um monte de matérias imprestáveis ela começou a ficar frustrada. Mais de quatro milhões de resultados, poderia levar meses para descobrir alguma informação valiosa. Mesmo assim ela poderia tentar alguma das dicas que tinha lido. Uma página dizia para jogar água benta no tabuleiro, outra dizia para queimar o tabuleiro e enterrar as cinzas e outra dizia que para ficar livre do espírito era só jogar o tabuleiro fora. Nenhuma dessa dicas a convenceu e ela seguiu procurando. Ela acabou achando um site em espanhol que chamou sua atenção. Finalmente ter freqüentado o cursinho de espanhol forçada por sua mãe serviria para alguma coisa. Neste site ela leu uma história contando os eventos parecidos com o que havia ocorrido com ela e seus colegas. O fato havia ocorrido no México. Um grupo de rapazes foi acampar em um local onde houve um suicídio em massa. O local foi escolhido pelo espírito. Lá um dos rapazes foi possuído e com suas próprias mãos matou alguns de seus amigos. Um deles tropeçou em uma mochila e acidentalmente caiu em cima do copo utilizado para a brincadeira. O copo ficou em pedaços. Nesse momento o espírito perdeu o controle sobre o jovem. O celular de Bárbara tocou. Na tela apareceu o nome de Artur e ela atendeu rapidamente. “Bárbara, fiquei sabendo que você saiu do hospital. Eu, José e o Caio estamos entrando na cave agora e...” – falou Artur sendo interrompido por Bárbara. “Escuta, sai daí agora. Venha para minha casa.” – disse Bárbara. “Conexão...cave...ruim...vem...” “A ligação ta cortando, sai da cave.” – gritou. Sem obter resposta, ela saiu do quarto desesperada. Ela procurou sua mãe, mas não a encontrou. Decidiu ir até a cave de bicicleta, em dez ou quinze minutos estaria lá. Enquanto isso ou demais entravam na cave. Eles foram instruídos a ir até no final da caverna onde a escuridão era total e ninguém os encontraria. Chegando ao local dito por Mestre eles colocaram o tabuleiro no chão. Apagaram as lanternas que usaram para chegar até lá e acenderam algumas velas. Os três se sentaram em volta do tabuleiro e colocaram suas mãos no objeto circular no centro. “Mestre, você está entre nós?” – perguntou Artur. O objeto começou a tremer e começou a mover-se e girar. Foi até o número 6, afastou-se um pouco e voltou ao número 6, afastou-se novamente e voltou ao número 6. O objeto voltou ao centro e ficou lá por alguns segundos. Novamente voltou a mover-se formando o número 666 continuamente. Os três rapazes se entreolhavam assustados. Eles sabiam o que aquele número representava. As velas se apagaram. Nada podia ser visto. Algum deles retirou a mão do objeto do tabuleiro. “Quem tirou a mão do copo?” – perguntou José. “Não fui eu.” – respondeu Caio. “Artur foi você?” – completou. “Sim, chegou a hora de começar a diversão.” A voz veio da direção onde Artur estava sentado, mas os outros rapazes sabiam que aquela não era sua voz. A vela próxima de onde Artur estava sentado acendeu-se. José e Caio olharam para Artur com terror. Seu rosto estava pálido e estava alongando-se. Artur sorriu, agora com dentes pretos e pontiagudos. Ele colocou o dedo indicador sobre seus lábios negros, dizendo aos demais para ficarem em silêncio. Seus dedos também tinham alongado e agora estavam o dobro do tamanho de um dedo normal. Suas unhas mais pareciam garras com uns cinco centímetros cada com a ponta como de um punhal. Ele jogou sua cabeça para trás fazendo seu pescoço estalar. Olhando para Caio ele levantou-se fazendo um sinal para que o rapaz ficasse quieto. “Eu não preciso mais de você.” – disse Artur. “Artur, o que você está fazendo?” – Perguntou Caio. “Artur? Não, seu amiguinho agora é só um expectador, seu mestre é quem está no comando. O mais excitante de tudo é que ele verá tudo acontecer, mas será impotente de ajudar vocês de qualquer maneira.” – disse mestre. Agachando, Mestre pegou Caio pelo pescoço. O rapaz se esforçava para livrar-se de mestre, mas a força que ele tinha era imbatível. José pulou nas costas de Mestre gritando e unhando suas mãos. “Solta ele seu desgraçado, volte para o inferno de onde veio.” – gritou José observando Caio ficar roxo. “Eu vou sim, em breve, e você estará comigo.” – respondeu Mestre dando uma risada macabra. Mestre jogou o Caio com força em uma pedra. Suas costas atingiram a quina da pedra, fazendo com que sua espinha quebrasse. José, ainda nas costas de mestre, escutou o som dos ossos quebrando e começou a chorar. Com uma facilidade de um humano pegando um filhote de cachorro, mestre segurou os braços de José e o tirou de suas costas. Agora era o pescoço de José que estava sendo pressionado. Ele começou a sufocar. Mestre apertava o corpo de José contra a parede úmida da caverna. “Eu vou te ensinar a me respeitar. Vou te dar uma chance, da próxima vez que você se virar contra mim eu vou te matar de uma maneira muito desagradável, para você é claro. Mas aqui vai uma pequena lição.” Mestre estendeu seu dedo mindinho da mão esquerda. A unha era tão grande como o dedo. Lentamente ele enfiou a unha dentro do olho direito de José que gritava implorando por misericórdia. Retirando a unha lá de dentro ele a levou até sua boca. “Ahhh que saudades. Vocês humanos tem um gosto muito bom, não importa que parte.” – disse Mestre olhando para José. José olhou para o demônio com desânimo. Tudo estava perdido. Mas alguma coisa atrás de mestre chamou sua atenção. Tentando enxergar na escuridão ele não sabia direito o que era. Percebendo o olhar de José mestre o soltou e olhou para trás. Bárbara estava lá de pé, em cima do tabuleiro e segurando o objeto usado como copo em sua mão direita. “Eu vou acabar com essa merda agora.” – disse ela com ar triunfante. “Você nem sabe como. Você é só uma criancinha mimada, cheia de dúvidas e querendo atenção.” – respondeu Mestre. “Vamos testar sua teoria.” – disse Bárbara sorrindo. Ela jogou o objeto para cima e quando ele caiu em sua mão novamente ela arremessou-o com toda sua força na parede mais próxima de onde estava. Mestre arregalou os olhos, gritou e saltou de forma desumana em direção ao objeto deixando-o escapar somente por alguns centímetros. Atingindo a parede o objeto estilhaçou-se em pequenos pedaços. Uma luz forte emanou do lugar de impacto. Mestre se contorcia de dor e gritava desesperadamente. “Um dia eu volto. Você ainda vai me pagar.” Bárbara assistia aquilo com uma satisfação inexplicável. Aos poucos o corpo de Artur foi voltando ao normal, mas ele estava inconsciente. José estava chorando com a mão em cima do olho perfurado. Caio estava inconsciente. 3 meses depois Artur abriu os olhos e notou que estava em um hospital. Seu corpo doía e seus membros não respondiam bem a seus comandos. A luz que vinha da janela o incomodava um pouco. Sua visão foi ajustando-se a claridade e ele pôde ver melhor. Bárbara estava sentada em um sofá. Ela estava diferente, muito diferente. Seus cabelos, antes pintados de vermelho agora estavam marrom escuro, a cor natural. Também estavam amarrados como um rabo de cavalo em vez de soltos e despenteados. Ela agora usava um short bege e uma camiseta branca ao invés das calças pretas surradas e blusas rasgadas. Ela já não usava o lápis preto ao redor dos olhos. Agora um óculos retangular cobria seus olhos. Ela estava lendo um livro, LENDO. “Ei, o que você com a minha amiga?” – disse Artur. Bárbara olhou para Artur, jogou o livro de lado e sorrindo foi até a cama. Ela colocou a cabeça no peito de do de Artur e o abraçou. Lágrimas escorreram de seu rosto molhando a camiseta do rapaz. “Eu sabia que você iria melhorar, eu sabia.” – disse Bárbara chorando. “Você é muito dorminhoco.” – completou já mudando seu tom de voz e limpando as lágrimas em seu rosto. “Há quanto tempo estou dormindo?” “Três meses. Eu tenho vindo todos os dias para o hospital depois da escola. Caio e José também, eles devem aparecer a qualquer momento.” – respondeu ela. “E o que aconteceu com você nesse tempo?” “Resolvi mudar um pouco, aquele visual me deixava com a energia muito negativa.” – respondeu Bárbara. Naquele momento Caio e José entram pela porta do quarto. Artur sentiu seu coração afundar e ele não pôde controlar o choro, apesar de seus amigos sorrirem quando o viram consciente. Caio estava em uma cadeira de rodas e José usava um tampão seu olho. “Galera, me desculpa. Tudo isso foi minha culpa.” – disse Artur chorando francamente. “Shhhh.” – disse Bárbara levantando uma mão. “Nós somos tão culpados quanto você. Também nós fizemos um pacto de nunca mais falar nesse assunto, mas também nunca esquecer.” Com uma das mãos Artur segurou a mão de Bárbara, com a outra passou a mão por seu rosto. Ela o beijou e os quatro riram. Eles sentiam que suas vidas tinham mudado e um sentimento de esperança dizia que para melhor. FIM

Brincadeira do Copo – Parte 2

Lendas Urbanas – Brincadeira do Copo – Parte 2 Se você ainda não leu a primeira parte clique no link abaixo. A brincadeira do copo - Parte 1 Parte 2 – No hospital O episódio com os quatro adolescentes foi definido como um acidente causado por uma brincadeira boba. Quando questionaram Bárbara sobre o que tinha acontecido ela disse que, no escuro, tropeçou e caiu várias vezes, esbarrando nas cadeiras. Ela preferiu não contar a verdade, pois quem iria acreditar que com uma brincadeira eles haviam evocado um espírito do mau? Bárbara estava almoçando quando viu Artur, José e Caio entrarem pela porta de seu quarto no hospital onde se recuperava. Ela sentiu um aperto forte no coração, algo estava errado. Os três, que alguns dias antes eram alegres, fortes e vivos agora pareciam zumbis. Estavam pálidos, com os olhos fundos e andavam curvados. “Nossa e eu pensando que tinha levado a pior.” – disse ela em seu tom brincalhão. Ninguém riu. Seus olhares desesperados contavam que algo muito ruim estava acontecendo. Artur foi o primeiro a se aproximar. Ele se aproximou de Bárbara e segurou sua mão. Bárbara notou que ele estava segurando para não chorar. “Aquela brincadeira foi um erro.” – disse Artur. “Você não faz idéia do que estamos sofrendo. E também pelo que aconteceu com você. Essa entidade que nós evocamos está nos atormentando, todos os dias e todas as noites.” – completou enquanto limpava uma lágrima caindo de seu rosto. “Vocês tem que contar isso para seus pais. Alguém vai ajudar vocês.” – disse Bárbara. “Não. Ele disse que se contarmos para alguém nós vamos morrer.” – respondeu Caio. “Vocês jogaram de novo? Eu não acredito. Que falta de responsabilidade, olha o que aconteceu comigo.” “Não tivemos escolha. Como eu disse, ele está nos atormentando. O fantasma aparece a qualquer hora ou lugar. Ele não pode se comunicar, mas eu o vejo o tempo todo. Dentro do meu guarda-roupas, no banheiro ou quando estou comendo. Quando durmo tenho pesadelos onde ele me leva para um lugar escuro e no sonho eu viro seu escravo. Ontem eu estava conversando com minha mãe e estava a ponto de contar tudo pra ela, mas ele apareceu. Ficou fazendo gestos como se estivesse cortando o pescoço dela ou a enforcando.” – respondeu José. “O mesmo esta acontecendo comigo e com o Caio.” – completou Artur. “Eu peguei o tabuleiro e nos reunimos na casa do Caio. Lá o espírito nos disse que só vai nos deixar em paz quando nós fizermos a brincadeira do copo na cave.” “Não contem comigo, eu já paguei caro pelo meu erro. Acho perigoso vocês o fazerem também, a energia de lá é negativa. Vocês já escutaram as histórias e lendas urbanas que envolvem o lugar. Isso está me cheirando como uma armadilha.” – disse Bárbara. “É verdade. Mas que escolha nós temos? Eu tenho medo de contar para algum adulto e ele acabar saindo machucado, ou pior. Se não formos ele nunca irá nos deixar em paz.” – disse José. Enquanto os outros conversavam, Caio afastou-se do grupo e andou em direção a janela. Eles estavam no sexto andar do hospital e a paisagem que se via era linda e hipnotizante. Uma vontade de pular repentina correu por seu corpo. Ele não entendia aquele sentimento, mas pensava que saltar o faria sentir-se livre. Algo como solucionar um problema sério ou ler a última página de um livro ruim. Aquela sensação foi crescendo dentro dele e seguindo um instinto incontrolável ele subiu na poltrona que ficava a beira da janela. Alguém chamou seu nome com um grito. Ele sabia que era um grito pelo tom, mas a voz chegou abafada em seu ouvido. Ele decidiu que não era importante dar atenção ao chamado e colocou uma perna para fora da janela. Todos gritaram e correram em direção a Caio. Bárbara foi a primeira. Ela saltou já em direção a janela. A agulha do soro presa ao seu braço rasgou sua pele. Ela gritou, mas sem hesitar por um segundo alcançou a camisa de Caio e o segurou firme. Os demais finalmente chegaram para ajudá-la a segurar o corpo de caio que todavia pendia para fora. Eles puxaram o rapaz para dentro e o deitaram no chão, segurando-o com força. Piscando os olhos Caio parecia voltar a si. Com olhos confusos ele observou os três segurando-o ao chão. Percebendo que ele parecia voltar a si seus amigos o soltaram. “O que aconteceu Caio?” – perguntou Artur. “Eu não sei, não consigo explicar. Em um momento eu estava aqui, no outro eu estava na janela prestes a pular. Um sentimento mais forte que me dizia para pular. Que estranho. Se não fosse por vocês eu estaria morto.” – respondeu Caio com voz tremula e olhos cheios de lágrimas. Todos se viraram para Bárbara que segurava seu braço tentando estancar o sangue que saia do corte feito pela agulha quando ela pulou para salvar Caio. Ela franziu a testa. “É só um corte bobo, vocês tem coisa muito mais importante para se preocuparem.” – respondeu com um tom áspero. Artur sentiu um frio na barriga. Uma vontade de abraçá-la. Observou com detalhes seu rosto branco e seus lábios pequenos e rosados. Bárbara era durona e as vezes mal encarada, mas ele sabia que por baixo de toda aquilo havia uma menina insegura e doce. Ele sentiu seu rosto queimando e sabia que estava vermelho. Com sorte ninguém iria notar. Será que ele estava se apaixonando por ela? Ele chacoalhou a cabeça e desviou seu pensamento. “Talvez depois que isso tudo estiver terminado.” – pensou. Depois de algumas horas discutindo possíveis soluções para o problema e sem chegar a uma resolução os três rapazes foram embora. Logo depois, Sofia, mãe de Bárbara, chegou ao hospital. “Oi filhóta.” – saudou Sofia. “Mamãe veio dormir com você.” – completou apertando a bochecha da filha que franzindo a testa tirou a mão da mãe de seu rosto. “Você está estressada nenê? Olha o que eu trouxe pra para a janta.” Sofia retirou da sacola um hambúrguer e uma batida de morango. Bárbara como sempre tentou disfarçar a felicidade, pois gostava de fazer papel de durona até para sua família, mas sua mãe a conhecia bem. Cedendo finalmente a alegria de ver aquele x-tudo e o batida de morango ela abriu um belo sorriso. As duas comeram e conversaram sobre diversos assuntos e assistiram televisão. Quando o hospital começou a ficar mais silencioso elas se prepararam para dormir. Sofia ajeitou-se no pequeno sofá do quarto. “Mãe, a senhora acredita em vida após a morte?” – perguntou Bárbara. “Eu não sei filha. Eu procuro não pensar nisso. Você sabe, seus avós são católicos então eu ia a igreja quando era pequenas, mas na verdade não sei em que acreditar. Por que você esta perguntando?” “Quando eu tive o acidente no auditório eu pensei que eu iria morrer e fiquei com medo. As vezes também tenho medo de espíritos, almas penadas e outras coisas.” – disse Bárbara procurando uma maneira de contar tudo para a mãe. “Não tenha medo filha. Eu nunca vi ou senti nada, mas também nunca procurei. Eu acho que essas coisas são melhores se são deixadas em paz. E sobre a morte eu penso que se existe vida após a morte deve ter algo bom pra mim do outro lado, pois eu tenho a consciência limpa. Se não existe eu não saberei, pois estarei morta. Então pra que me preocupar.” – disse Sofia. “A senhora tem razão. Boa noite.” – respondeu Bárbara. As duas dormiam profundamente. Mestre, como gostava de ser chamado, andava de um lado para o outro no quarto do hospital pensando em alguma maneira de atormentar a vida delas e neutralizar Bárbara. Ele sabia que ela era uma ameaça ao seu plano. Ele era uma entidade demoníaca. Andava pela terra trazendo desgraça e sofrimento para as pessoas. Havia pouco que podia fazer em sua verdadeira forma. A surra que havia dado em Bárbara veio a grande custo. Materializar-se para tal feito não era fácil. Exigia energia acumulada por anos. Mas ele sabia que compensava, pois Artur era a conexão perfeita com o mundo material para poder continuar sua obra de terror. Ele sentia um grande poder em Bárbara. Ela tinha uma personalidade forte e uma força de vontade rara. Mas não era só isso, algo mais, mas ele não podia entender o que era. De qualquer maneira, ela era uma ameaça e ele tinha que acabar com ela ali mesmo. Mestre estava fraco para executar um assassinato sozinho. Sufocar-la seria simples, mas ele não conseguiria materializar-se o suficiente para segura-lá a cama e tampar sua boca e nariz ao mesmo tempo. Ele começou a enviar energias negativas para todos os lados requisitando ajuda de outras entidades. Não seria difícil conseguir, pois haviam muitos pelo mundo que o deviam favores. Não era incomum a troca de favores e o trabalho em grupo. Algumas atividades exigiam legiões inteiras para serem executadas. Em questão de segundos, mãos saíam de baixo da cama entrelaçando Bárbara como correntes. Ela acordou imediatamente, tentou gritar, mas Mestre já tinha materializado suas mão e agora cobria não só a boca, mas também o nariz de Bárbara. Sentindo-se vitorioso Mestre sorri desfrutando o momento, mas algo inesperado ocorre. Bárbara para de se debater e sua aura começa irradiar luz. Com o quarto mais iluminado ela pôde ver a imagem de mestre. Ele era horroroso, mas ela com seu bom humor imaginou que ele poderia ser o filho do Frankenstein com o Corcunda de Notre Dame. Mestre escuta os pensamentos de Bárbara e sente debaixo de suas mãos que a boca, que antes procurava desesperadamente por ar, agora sorria. Uma fúria incontrolável se apoderou de Mestre, ele foi perdendo sua concentração e suas mãos começaram a desmaterializar, fazendo com que a entidade ficasse mais furiosa. Nesse momento o inimaginável aconteceu. Mestre sentiu que Bárbara estava em sua mente. Pela primeira vez em milhares de anos era ele quem estava sendo invadido e dominado. Bárbara sentiu seus pulmões enchendo-se de ar novamente. Aliviada ela olhou para Mestre que parecia estar furioso. Ela o olhou nos olhos tentando imaginar o que ele queria. Uma imagem começou a se formar em seu pensamento. O sorriso que estava em seu rosto começou a desfazer-se. Na primeira imagem, um homem estava carregando uma cruz passando por um corredor formado por uma multidão. Outros vinham atrás segurando chicotes na mão. Mestre estava ali. Ele não podia ser visto pelos demais, mas gritava dando ordens aos carrascos para seguir machucando o homem carregando a cruz. A imagem desfez-se. Na segunda imagem, homens com trajes medievais lutavam entre sim. Soldados invasores trancavam as pessoas em suas casas ateando fogo ao teto de palha. As mulheres eram levadas para uma carroça fechada com grades de madeira enquanto esperneavam. Outra vez mestre estava ali gritando ordens de ódio. Na terceira imagem, soldados vestidos de verde, com uma faixa com a cruz suástica amarrada no braço esquerdo estavam em volta de uma mesa onde observavam um mapa. Um homem de cabelo oleoso penteado de lado e com um bigode pequeno, apontava o mapa dando ordens a seus subordinados. Mestre estava ao seu lado sussurrando ao seu ouvido. A quarta imagem mostrava o mundo mais moderno, o atual. Dois rapazes vestidos com sobretudos pretos e longos andavam por uma escola. Ao entrar em uma sala de aula eles abriram o sobretudo, sacando armas e matando vários de seus colegas. Novamente Mestre estava lá gritando e dançando ao som de gritos desesperados e armas de fogo. A próxima imagem mostrava Artur e José caminhando por um shopping com cara de suspeitos. Cada um deles carregava uma mochila que parecia muito pesada. Antes que a imagem prosseguisse Bárbara começou a tremer. A vontade de acabar com Mestre foi aumentando, seu corpo irradiava cada vez mais luz até que uma explosão de energia vinda de seu corpo irradiou todo o quarto. Mestre a olhava confuso e com medo. “Eu não vou deixar.” – disse ela. Mestre e todas as mãos que a seguravam desapareceram do quarto. Bárbara olhou para sua mãe que estava dormindo sem saber de nada que estava acontecendo. O relógio ainda apontava cinco da manhã. Ela iria esperar amanhecer e contar tudo aos demais. Enquanto isso, Mestre estava nos confins da Cave. Tudo havia mudado. Como iria executar seu plano agora? Ele sabia que o mundo estava cheio de gente com poderes como o de Bárbara, mas ele sempre tomava cuidado para não se aproximar de uma delas. O poder da garota estava adormecido e ele o havia despertado. Maldição. Agora mais do que nunca ele não podia falhar ou poderia sofrer sérias conseqüências. Ele não iria falhar. Agora sua única chance de sucesso seria pressionar os três rapazes a fazerem a brincadeira do copo na caverna antes de Bárbara contar o que havia visto ou pudesse intervir. Uma vez que conexão com Artur fosse completa e o rapaz seria seu escravo até a morte.

A babá e o palhaço

A babá e o palhaço - Lenda Urbana Lendas Urbanas - A Babá e o Palhaço.jpg Lendas Urbanas Susy chegou pontualmente às nove da noite na casa onde iria cuidar de duas crianças de três e cinco anos enquanto seus pais iriam a um jantar de negócios em uma cidade vizinha. Depois de dar as explicações para o casal saiu da casa deixando Susy com as crianças que já haviam ido deitar-se, o que evitou que ela conhecesse as crianças ou seu quarto. Algum tempo depois ela escutou choro de crianças no andar de cima onde ficavam os quartos e foi lá ver o que era. Chegando lá encontrou as duas meninas chorando muito. “O que foi?” – perguntou Susy. “Eu não gosto de palhaços.” - disse uma delas estendendo a mão para um canto do quarto. Susy levou um susto ao ver um boneco de palhaço do tamanho de uma pessoa adulta. Segundos após recuperar do susto ela também ficou com medo, pois aquele boneco era muito assustador. Pensou por que os pais deixariam um boneco tão feio no quarto das meninas. Ela sentou e cantou canções para as duas até elas voltarem a dormir. Depois disso voltou para o primeiro andar da casa e foi assistir televisão. Um estouro acompanhado do choro das meninas minutos depois alertou novamente a babá. Ela correu para o quarto onde as meninas encontravam-se chorando da mesma maneira de ante. “Vocês tem que voltar a dormir. Ainda estão com medo do palhaço? “Ele estourou um balão pra nos assustar.” Susy olhou para o chão e viu o balão estourado, uma agulhada no estomago a deixou preocupada. Ela olhou para o palhaço uma vez mais e pensou que ele estava em outra posição da primeira vez que ela o viu. Ela também ficou com medo e disse para as meninas que iria pedir para os pais virem embora. Desceu as escadas e pegou o telefone que estava na parede, mas estava sem linha. Foi até sua bolsa, pegou o celular e digitou o numero deixado pelos pais das crianças, a mulher atendeu. “Oi aqui é a Susy, eu estou ligando porque as meninas estão com muito medo. Eu queria saber se eu posso tirar ou cobrir aquele boneco de palhaço gigante lá no quarto delas.”< “O que? Nós não temos nenhum boneco de palhaço em casa.” Somente ai Susy deu-se conta que não mais ouvia o choro das crianças e saiu em disparada para a escada. O suor frio descia pela sua testa, seu coração disparado e a boca seca deixam clara a sensação de pavor que ela sentia naquele momento. Cada degrau da escada parecia ter quilômetros, pois ela queria ver as crianças e saber se estava tudo bem. A única coisa que a mãe da criança escutou foi um grito e o telefone caindo no chão. O casal voltou para casa imediatamente e quando chegaram encontraram as duas crianças e a babá mortas. Todas tinham seus rostos pintados de palhaço e um balão de hélio amarrado no braço.

Johnny Test

Uma Verdadeira Obra de Arte

Uma Verdadeira Obra de Arte Historias de Terror O mercado de usados era uma loucura, vendedores gritando na tentativa de atrair clientes enquanto as pessoas caminhavam em um bloco que mais parecia um arrastão na busca de mercadorias boas a preço de banana. Jorge adorava o lugar, ele vinha todos os sábados com seu pai, em quanto sua mãe tomava conta do brechó na periferia que eles eram proprietários. Enquanto seu pai negociava com as pessoas Jorge saía para olhar coisas de seu próprio interesse. Em um desses sábados ele andava pelo mercado como de costume quando viu um homem muito peculiar para o lugar. Era jovem, bem vestido, bem penteado e tinha uns objetos góticos em sua mesa. Ele se aproximou do homem e começou a analisar os objetos. Havia caveiras, crucifixos, pêndulos, punhais, etc. “Posso te ajudar?” – Perguntou o vendedor. “Na verdade estou só olhando, apesar de gostar desse estilo meu pai me mataria se eu comprasse algo tão... tão...” “Bizarro?” “Sim, essa é a palavra que eu estava buscando. Você não parece o tipo de pessoa que gosta de coisas góticas e nem que precisa de dinheiro, porque esta vendendo essa parafernália? “Na verdade adoro o estilo gótico, talvez não precise tanto do dinheiro assim, mas eu me divirto muito nesses mercados e sempre consigo coisas que, vamos dizer, não tem valor.” “É como dizem, o lixo de uns é o tesouro de outros.” – disse Jorge sorrindo. “Gostei de você. Você parece ser inteligente. Gosta de arte?” – Perguntou o homem. “Se o pôster de uma mulher nua pregado na parede do meu quarto for arte, sim gosto.” “Bom isso aqui é um pouquinho diferente, mas é muito bom também.” – disse o vendedor mostrando um quadro com o retrato de um esqueleto. “Tenebroso isso ai, mas é legal.” “Se quiser é seu de graça.” “De graça, opa eu quero. Como diz meu pai, de graça até injeção na testa.” – respondeu Jorge com uma gargalhada de felicidade já em posse do presente. “Mas espera ai, to achando isso meio esquisito. Por que você daria um quadro de graça a um estranho?” “Já disse, eu gostei de você e que também não preciso muito de dinheiro. Se não quer pode me devolver.” “Não eu quero sim, bom já vou indo, meu pai deve estar me procurando.” Naquela noite antes de dormir, Jorge contemplava o quadro na parede de seu quarto. Estava contente porque seus pais, apesar de terem criticado a pintura severamente, não o proibiram de ficar com ela. Ele ficou ali observando o quadro por alguns minutos como se o esqueleto o estivesse hipnotizando. Ele saiu daquele transe com um susto quando escutou um ruído vindo do quadro. “Ai meu Deus, eu juro que vi a caveira mexer. Isso só pode ser a minha imaginação, eu vou dormir.” – pensou. Já de madrugada ele acordou com um estalo. Com os olhos abertos, porém impossibilitado de ver qualquer coisa pela escuridão total do quarto ele ficou com medo e teve uma sensação ruim. Quando uma voz sussurrando lhe disse: “Jorge, cuidado, cuidado, ele é perigoso e vai te pegar. Ele está cada vez mais próximo. Você praticamente já esta preso em suas garras.” Uma brisa fria passou por sua nuca, o que o fez saltar da cama e ligar a luz. O quarto estava com tudo em ordem. Ele olhou para o quadro e para seu terror o esqueleto tinha mudado de posição. Aterrorizado ele pegou a pintura, colocou dentro de seu guarda-roupa e voltou a dormir tentando convencer-se de aquilo teria sido somente um sonho. “Acorda Jorge, hora de ir pra faculdade. Cruzes, você gostou tanto desse quadro que resolveu dormir com ele?” – Disse o pai tentando acordá-lo. Jorge abriu os olhos e com um grito pulou da cama. Seu pai saiu do quarto rindo do susto do filho com o esqueleto. Mas Jorge ficou paralisado, sua mente procura por uma explicação de como o quadro, que ele tinha certeza que tinha guardado dentro do guarda-roupas, foi parar na sua cama. Sem pensar muito, ele se aprontou e foi para a faculdade levando o quadro. Ao passar pela ponte de um rio ele jogou a pintura na água. “Pronto, eu nunca deveria ter aceitado essa porcaria daquele louco. Esse quadro deve estar amaldiçoado.” – disse Jorge para si sem saber a besteira que estava fazendo. Naquela noite as coisas pioraram. O relógio marcava meia noite e Jorge dormia um sono profundo, mas seu sonho não estava nem um pouco tranqüilo. Ele andava em um corredor onde as paredes eram de pedras e o ar era quente e úmido. Ele estava sendo escoltado por uma espécie de monstro ou talvez um demônio de pele marrom gelatinosa, chifres enormes e dentes afiados. Após sair do corredor ele entrou em uma câmara maior e percebeu que não estava em um prédio ou castelo e sim em uma caverna, provavelmente dentro de uma montanha ou até mesmo em baixo da terra. O calor aumentou terrivelmente e seu corpo tremia com a cena horrível que ele presenciava. A câmara cavernosa estava repleta de jaulas empilhadas, ali era uma espécie de prisão. Dentro dessas jaulas havia pessoas, animais, cadáveres apodrecendo e muitos esqueletos que Jorge tinha certeza que proviam de pessoas que morriam e apodreciam ali mesmo. Uma coisa em particular chamou a atenção de dele, as pessoas não se moviam, falavam ou gritavam, pareciam estar em um transe eterno. Com suas garras afiadas o demônio agarrou o braço de Jorge e o empurrou para dentro de uma das jaulas. Para seu terror o esqueleto de seu quadro estava lá dentro. A princípio ela ficou imóvel, mas segundos depois começou a andar em direção a Jorge que estava paralisado de medo. Quando se aproximou ela abraçou Jorge e cantarolou com uma voz que soava como mil vespas ao ouvido do rapaz. “Jorge o tolo, Jorge o tolo. Veio me salvar Jorge o tolo, agora não há escapatória.” Jorge gritou e empurrou o esqueleto e em um segundo estava de volta em seu quarto, deitado em sua cama. Ao perceber que tudo não tinha passado de um sonho ele se tranqüilizou. A tranqüilidade durou pouco, pois aquele canto medonho ecoou pelo quarto. “Jorge o tolo, Jorge o tolo. Veio me salvar Jorge o tolo, agora não há escapatória.” Como estava tudo escuro ele não pôde ver nada, mas ele deu um grito e foi em direção ao interruptor para acender a luz. Com a luz acesa pode ver com terrror o esqueleto sentado em sua cama cantarolando. “Jorge o tolo, Jorge o tolo. Veio me salvar Jorge o tolo, agora não há escapatória. Jorge o tolo, Jorge o tolo. Veio me salvar Jorge o tolo, agora não há escapatória Jorge o tolo, Jorge o tolo. Veio me salvar Jorge o tolo, agora não há escapatória.” Jorge colocou as mãos nos ouvidos tentando impedir aquele som medonho de penetrar seus ouvidos, mas era impossível, o som estava dentro de sua cabeça. Seu rosto foi tomando a forma do pavor que sentia até que ele não agüentou e gritou. Logo em seguida seus pais entraram no quarto. “O que foi isso meu filho?” “Nada pai, acho que tive um pesadelo.” O pesadelo continuou infernizando a vida de Jorge durante toda a semana. Ele mal podia esperar sábado chegar para ir ao mercado confrontar aquele homem que lhe tinha dado o quadro. Sábado finalmente chegou e Jorge foi com o pai ao mercado. Logo na entrada ele disse que ia ver uns artigos que queria comprar e os dois se separaram. “Jorge, como vai?” – perguntou o vendedor. “Jorge? Como você sabe meu nome? Eu me lembro bem da nossa conversa e eu nunca te disse meu nome.” – indagou o rapaz. “Ah você deve ter se esquecido, você falou sim. Mas me conta: E o quadro? “O quadro de merda que você me deu? Aquela porcaria macumbada? Desgraçado, aquele quadro esta arruinando minha vida. Desde que levei aquilo pra minha casa eu nunca mais tive sossego.” “Ta bom vai, o quadro é realmente amaldiçoado. Você talvez não tenha senso de humor, mas eu adoro aterrorizar as pessoas com ele. Mas não se preocupe me devolve o quadro que tudo voltará ao normal.” “Não posso, eu joguei aquela porcaria no rio.” “Você o que?” – perguntou o vendedor gritando. “Agora já era, não posso quebrar o feitiço sem o quadro. Faça o seguinte. Vá até o rio onde você o jogou, talvez você o encontre boiando ou mesmo na margem.” Sem responder, Jorge foi ao encontro do pai e lhe avisou que iria embora mais cedo porque tinha que resolver um assunto. Sem se importar muito, seu pai não lhe questionou. Jorge foi até o rio onde ele jogou a pintura. Ao descer ao lado da ponte onde havia arremessado o quadro ele avistou um grupo de mendigos conversando e rindo. “Vou perguntar a eles da pintura, talvez eles tenham pego o quadro.” – pensou. “O que você quer? Você não pode entrar na casa dos outros sem pedir licença, seu mal educado.” – gritou um deles a Jorge. “Eu joguei algo no rio no começo dessa semana, mas me arrependi e vim procurar.” “Eu me lembro de você.” – disse o mais quieto deles. “Você veio à procura de um quadro não é?” “Isso, eu estou desesperado atrás daquele quadro. Aqui, tome esse dinheiro é tudo que eu tenho, mas por favor me devolve...” “E se agente não quiser te devolver e pegar seu dinheiro agente pode também.” – Disse outro já se levantando. “Eu não quero encrenca, somente o quadro.” O homem que tinha o quadro se levantou e entregou o quadro a Jorge e recusou o dinheiro. “Como pode ver, eu não preciso de muito dinheiro pra viver. Agora vai embora.” Quando Jorge desapareceu, os mendigos dispararam gargalhadas medonhas e o que havia devolvido o quadro a Jorge se transformou no vendedor satânico. Jorge voltou ao mercado onde encontrou o vendedor novamente. “Aqui esta, agora desfaz essa merda de feitiço antes que eu te quebre todo.” – disse o rapaz com raiva nos olhos. “Desculpa, eu não posso. Você tem que fazer o ritual. Toma, siga as instruções nesse papel e tudo vai voltar ao normal. Aqui, toma esse punhal ele está bem afiado e vai te ajudar na hora do sacrifício.” – respondeu o vendedor estendendo um punhal ao rapaz. Vá até um cruzamento deserto as três horas da manhã. Ponha o quadro encostado em uma árvore e coloque uma bíblia em frente ao quadro. Ponha fogo na bíblia. Sacrifique algum animal que você tenha apego. Arranque a cabeça do animal e despeje o sangue sobre a bíblia em chamas. Com o olhar fixo na caveira repita “Saia da minha vida” várias vezes até que a caveira desapareça do quadro. “Miserável, agora além de virar macumbeiro vou ter que matar meu cachorro. Te digo uma coisa, se eu te ver de novo nesse mercado, eu te mato. – disse Jorge ao vendedor que somente o olhava com cinismo. Às três da manhã Jorge estava em uma encruzilhada deserta com todo o material requerido para fazer o ritual e quebrar o feitiço, incluindo seu cachorro vira-lata que já estava com ele havia uns dez anos. Ele lamentava ter que sacrificar o cachorro, mas não havia outra maneira. O ritual começou. Jorge colocou um pouco de álcool em cima da bíblia, riscou um fósforo e o arremessou. Uma labareda se formou iluminando seu rosto. Ele trouxe seu cachorro mais perto e abraçando-o e enfiou a faca em sua garganta. Sangue sujou suas mãos e sua camisa. O calor do fogo fez suor escorrer pela face de Jorge e ele, na tentativa de limpar, passou a mão ensangüentada na sua testa e bochecha, formando uma pintura horrenda. Segurando firme o corpo do cachorro ele despejou o sangue em cima da bíblia o que fez gerar uma explosão. Ele havia feito exatamente como mandava o papel e agora repetia a frase com o olhar fixo no esqueleto. Um círculo de fogo se formou ao seu redor, duas poças de lava brotaram do asfalto. “Esta funcionando.” – pensou Jorge que continuava a repetir a frase. Das poças de lava saíram dois demônios. Jorge os reconheceu imediatamente, eram os demônios de pele gelatinosa de seu pesadelo. Eles caminharam até o quadro, esticaram seus braços dentro da pintura e logo depois retiraram o esqueleto de lá. “Estou livre, livre, livre.” – dizia o esqueleto com voz animada. A vista de Jorge foi escurecendo, tudo ficou cinza e depois negro. Ele perdeu a consciência. Quando finalmente abriu os olhos se aterrorizou. Estava de volta na caverna, preso e imóvel. Com o tempo ele entenderia que somente sairia dali morto e quando outro o viesse substituir. Do lado de fora, o quadro encostado na árvore não mais apresentava um esqueleto, mas sim Jorge com o rosto manchado de sangue sendo iluminado por uma fogueira que não se podia ver, a boca escancarada e com os olhos cheios de pavor. O vendedor de objetos góticos se aproximou do quadro e segurando-o em suas mãos disse sorrindo: “Uma Verdadeira Obra de Arte.”

Terror no Hotel - História de Terror

Terror no Hotel - História de Terror Em um hotel de quinta categoria na beira da estrada ás três horas da manhã, Christian toca o sino da recepção, ninguém apareceu por alguns minutos e seu cachorro se mostrava muito agitado. “Calma Boy, daqui a pouco vamos comer e descansar” – disse ao cachorro como se estivesse conversando com uma pessoa. Boy começou a latir e Christian tocou o sino varias vezes até um senhor de idade aparecer. O homem com aparência mal humorada olhou o cachorro com cara feia. “Não aceitamos cachorros aqui.” – disse o velho em voz alta enquanto Boy latia alto. “Preciso de um quarto e algo de comer.” – disse Christian ignorando o comentário sobre Boy. “São vinte e oito reais para o quarto, comida só de manhã, tem uma maquina ali com batatas e outras coisas do gênero, agora o cachorro vai ter que ficar de fora.” – respondeu o recepcionista. “O cachorro vai dormir comigo.” – Disse ele colocando uma nota de cinqüenta reais no balcão. O velho pegou a nota e entregou a chave a ele sem reclamar. Christian colocou dinheiro nas maquinas de comida e refrigerante e saiu com as mãos cheias. Foram para o quarto e comeram assistindo um filme em preto e branco na televisão velha. Logo depois os dois dormiram. No meio da noite Christian acordou com Boy rosnando e latindo, olhou para ele e viu que o cachorro estava latindo para a porta do banheiro que estava um pouco aberta. “O que você encontrou ai Boy? Vai deitar.” – disse Christian colocando o travesseiro encima da cabeça. Boy não parou de latir e Christian olhou para onde ele estava latindo. Para seu terror, a porta do banheiro abriu e fechou, abriu e fechou e continuou fazendo o mesmo sem parar. O rangido da porta o fez arrepiar, quis sair do quarto correndo, mas não podia se mover de medo. A televisão acendeu sozinha, não tinha imagem somente o chuvisco e chiado. Christian tentou mudar de canal sem sucesso. Ele decidiu ir até o banheiro para ver o que tinha lá, quando acendeu a luz a imagem que viu o aterrorizou. O banheiro estava todo sujo de sangue e em frente ao espelho havia uma mulher pálida, de olhos vidrados e com os pulsos cortados. “Me ajuda, eu não quero morrer assim.” – disse a mulher gritando enquanto chorava. Christian ficou paralisado, a mulher foi se aproximando dele repedindo o pedido de ajuda. Ele via o desespero da mulher mas ficou sem reação, ela estava urinado de dor e medo pois sabia que iria morrer. O mal cheiro de sangue e urina se espalharam pelo banheiro, Christian sentia vontade de vomitar, nunca teve um sentimento tão ruim, mas não conseguia se mover ou reagir a nada, até que despertou do choque com o latido de Boy, ele olhou para o cachorro que recuava do local pedindo que seu dono saísse dali. Ele saiu do banheiro seguindo Boy e fechou a porta. O silencio tomou conta do quarto e a televisão desligou. Christian pensou no sofrimento da mulher e abriu a porta novamente, para seu espanto o banheiro estava limpo e vazio. Ele não pensou duas vezes, pegou sua mochila e saiu do quarto com Boy e foi até a recepção. Bateu varias vezes no sino até que o mesmo velho apareceu. Christian contou-lhe a história, o velho escutou tudo sem mudar a cara. “Você não é o primeiro a me contar essa história, varias pessoas já presenciaram isso. Alguns anos atrás uma mulher viciada em drogas se matou naquele quarto. Eu imagino que ela se arrependeu de ter cortado os pulsos mas não pôde conseguir ajuda antes de morrer e agora fica assombrando meus clientes. Eu já trouxe de pastor à pai-de-santo aqui mas nada adiantou. Desculpe mas não tenho outro quarto para te oferecer.” Disse o homem devolvendo o dinheiro. Sem dizer uma palavra Christian pegou seu dinheiro e foi embora para nunca mais voltar. Os acontecimentos daquela noite marcaram sua vida para sempre. Olhou uma vez mais para a direção do quarto, pela janela ele pôde ver o fantasma da mulher batendo no vidro da janela com os pulsos cortados e gritando algo que Christian não podia escutar. Ele lamentou pela mulher mas foi embora e desta vez sem olhar pra trás.

Tumulo Velho - História de Terror

Tumulo Velho - História de Terror Tumulo Velho - História real de fantasma - Histórias de Terror Eu sempre ia com a minha mãe ao cemitério, que ficava alguns blocos da minha casa, no dia de finados visitar os nossos parentes e amigos. Em 2007, como todos os anos fomos bem cedo para não pegar o cemitério cheio e claro menos vendedores ambulantes na porta. Minha mãe sempre fez questão de visitar todos parentes daquele cemitério o que às vezes demorava horas. Eu como nunca tenho nada melhor pra fazer sempre a acompanho e me divirto olhando as fotos dos mortos nas lápides e lendo suas mensagens. Até então eu não sabia que esse seria o último ano que eu iria a qualquer tipo de cemitério. Acontece que eu passei por um tumulo velho e mal cuidado, tinha uma rachadura enorme no meio. Eu ri e fiz um comentário de muito mau gosto do tumulo e do coitado que ali estava enterrado. Fomos embora depois de um tempo, quando eu estava saindo um mendigo me pediu dinheiro, nem respondi fui embora sem falar nada. Eis que o homem me seguiu até a porta do prédio onde moro no sexto andar. Subi pro meu apartamento e fiquei observando o homem pela janela que às vezes me olhava de rabo de olho até que ele desapareceu pela outra esquina. Naquele mesmo dia de noite, eu fui tomar banho quando acreditem ou não, alguém bateu na janela do banheiro (lembre-se que eu moro no sexto andar). Gritei como louco até minha mãe tocar na porta do banheiro, quando ela abriu achou que eu estava morrendo, pois estava pálido e a ponto de desmaiar. Contei tudo pra ela e meu irmão, mas ninguém acreditou. Olhamos pela janela e tudo estava como deveria estar. Naquele dia pedi pra dormir no quarto do meu irmão, ele zoou com a minha cara mas acabou deixando. Estávamos a ponto de dormir quando na janela apareceu alguém andando do lado de fora, meu irmão viu primeiro e gritou, quando eu olhei era aquele mendigo. Ele gritou comigo e disse pra nunca mais desdenhar da morada dos outros, imediatamente eu me lembrei da minha piada no cemitério. Minha mãe entrou no quarto, desta vez meu irmão era testemunha e ela acreditou. Pegamos a bíblia e oramos por varias horas, nunca mais vi o homem e nunca mais voltei a pisar em um cemitério.

Terror Em Waverly Hills Sanatorium - Parte 2

Terror Em Waverly Hills Sanatorium - Parte 2 Se você não leu a primeira parte clique aqui Scott Mark e David Price – Térreo Terror fantasma 9:55 pm David: Estamos tendo nosso primeiro contato espiritual, Scott esta conversando com uma mulher que era paciente do asilo mas ele disse que esta muito difícil conversar com ela pois ela não responde a suas perguntas. Scott: Esta mulher esta muito perturbada, ela não é uma pessoa violenta, mas esta muito inquieta e não me deixa aproximar dela. A única coisa que me disse foi para ir embora e deixá-la em paz ou “eles” iriam acabar me internando aqui também. Eu perguntei a ela quem eram “eles”, ela sorriu e apontou para minha direção, quando eu olhei para trás eu vi uma sombra, era enorme e fazia movimentos bruscos pelo corredor, quando eu pedi para se mostrar e conversar comigo ela veio em direção a mulher e os dois desapareceram. Vamos continuar nossa busca na ala dos quartos, os espíritos mantêm uma conexão muito forte pelo quarto onde costumavam viver ou até mesmo morrer. 12:25 am Scott: Antes de ir para a parte dos quartos viemos até a cozinha e refeitório que eram mais próximos, tudo aqui esta muito quieto mas posso sentir espíritos aqui e até sinto cheiro de comida, por alguma razão eles não querem se mostrar ou conversar comigo. Eu consigo ver uma ou outra sombra aqui e ali, estou achando muito estranho, pois a maioria dos espíritos que vagam assim não sabem que estão mortos, portanto não há razão para esconder, isso significa que os espíritos que habitam essa parte estão consciente da morte. David, você anda muito calado. David: Eu não estou me sentindo muito bem, minhas pernas estão muito fracas e mal consigo andar, parece que não descanso ha dias. O que é aquilo? Você viu? Scott: Vi sim, que coisa horrível. Vamos lá, talvez ela fale conosco. Nós vimos uma senhora já muito velha muito pálida e meio acinzentada. Ela tinha corrente nos membros e sangue na boca. Nós vamos correr para a ala dos quartos à procura dela. David: Eu estou com muito medo Scott, eu não sou médium e nunca vi um espírito assim, olha estou todo suado e meu coração esta por saltar pela garganta. Scott: Eu tenho pouca experiência, mas nunca um espírito tentou me machucar, não precisa ficar com medo. Vamos, estou sentindo uma energia muito forte vinda do lado onde ela apareceu. David: Pra lá é a área dos quartos. Eu acho melhor cancelarmos a busca, eu estou me sentindo muito cansado.< Scott: Você não disse que precisa de muito material para a revista onde trabalha, vamos lá. 3:01 am Scott: Estamos na área dos quartos, a principio não pude ver nenhum espíritos mas depois de um pouco de meditação me conectei com vários espíritos de pessoas que morreram aqui. Muitos não sabem que estão mortos e muitos sabem, mas querem deixar o lugar. Em um dos quartos nós encontramos a senhora de idade que vimos na cozinha, ela morreu muito velha, quando eu entrei nesse quarto senti um cheiro muito forte de urina e sangue, era como se estivesse fresco. Aparentemente ela estava acorrentada na cama quando morreu e por dias estava deitada em sua própria urina, pelo que eu posso ver o sangue vem dos braços e pernas por onde esta amarrada e também pela boca, pois um pouco antes da morte ela arrancou sua própria língua com os dentes. A alma dela esta muito atormentada e angustiada. Na hora de sua morte estava sozinha e somente depois de um dia foram descobri-la morta. Quando me viu pediu para não punir-la por ter saído do quarto. Eu tentei instruí-la para que ela possa se libertar, mas alguma coisa entrou no quarto e ela desapareceu. O David sentou em um canto ali e esta dormindo, eu estou achando que os espíritos estão lhe sugando a energia, eu estou me sentindo inseguro, pois não tenho muita experiência com lugares como este. 4:09 am Scott: Nos últimos minutos coisas muito estranhas tem acontecido, portas e janelas estão abrindo e fechando e estou vendo vultos por todos os lados. Eu acho que escutei o Billie em algum lugar, ou pelo menos parecia a voz dele. Eu já tentei acordar o David varias vezes, mas ele não responde, estou preocupado com ele, muitas pessoas são mais sensíveis e por serem despreparadas os espíritos se aproveitam para tomar conta, vou tentar de novo, precisamos sair do prédio o quanto antes. David, acorda, precisamos ir embora, David... Finalmente ele acordou. E ai tudo bem? Ta mais descansado? David, você esta acordado? Alguma coisa ta errada, ele esta de pé e com o olho aberto, mas não responde ao que eu pergunto. O que você esta fazendo cara? Larga isso David, não chega perto de mim... David: Mais almas para mim atormentar, não é bom? Scott: Deixa o corpo do meu amigo em paz, sai do corpo dele ou... David: Talvez, depois de te matar. (Escuta-se um estrondo e gritos. O grito de Scott é bem definido pela altura, barulhos de coisas batendo e arrastando pelo lugar tomam conta da gravação até que a voz de Scott aparece gritando com toda força dos seus pulmões). >Scott: *Ecce Crucem Domini! Fugite partes adversae! Vicit Leo de tribu Juda, Radix David! Alleluia! Espírito maligno, você está banido e excomungado, volte para as sombras que é seu lugar de direito. Prepare-se para que a luz te atire de volta no abismo. (Os gritos ao redor ficaram mais altos, podia-se escutar homens mulheres e crianças, todos gritando em um coro de terror depois de alguns minutos tudo ficou silencioso novamente e a voz de Scott esta próxima do gravador). O David foi possuído por um espírito, ele pegou um pedaço de um vidro e me atacou, estou com um corte no meu ombro esquerdo, esta sangrando muito. Ele esta desmaiado, vou carregá-lo até o carro. A saída é muito longe daqui e com todo o entulho no caminho vai demorar para chegar lá. Um espírito de luz esta conversando comigo, disse para eu sair daqui rápido, pois o prédio esta tomado pelas trevas e não é seguro ficar aqui, ele vai tentar me proteger. 6:04 am Scott: Acabo de sair do prédio, Charlie e Spencer que já estavam aqui me ajudaram a colocar o David dentro do carro. Ele não se move, esta dormindo profundamente. Gritamos por Billie e Tom, mas ninguém respondeu. Vamos orar por eles, nesse momento é tudo que eu podemos fazer. *Eis a cruz do Senhor! Fugi forças inimigas! Venceu o Leão de Judá, A raiz de David! Aleluia! Billie Mason – Quinto andar terror waverly hills< 8:17 pm “Depois de alguns minutos de meditação consegui conversar com vários espíritos. Muitos estão confusos e não sabe que estão mortos, outros sabem, mas dizem que estão presos. Quando eu pergunto por que estão presos eles desaparecem ou são levados por uma sombra. Estou desconfiado que algum espírito muito ruim ou até mesmo um demônio os esteja aprisionando aqui. Vou continuar caminhando por ai e vou entrar no quarto 502 por ultimo, primeiro quero fazer uma investigação geral.”< 11:30 pm “Eu posso garantir, esse é um dos piores lugares que já visitei. A energia das pessoas que morreram aqui é muito, muito ruim. Alguma coisa ou melhor dizendo, entidade, conecta um espírito aos outros, é como se uma não poderia existir sem a outra. Eu continuo tentando encontrar informações mas sempre que chega a hora de responder algo acontece. A cada passo que eu dou, sinto a energia negativa aumentando, esta ficando mais difícil de seguir adiante, vou diretamente para o quarto 502 onde dizem que varias pessoas se mataram nesse quarto pulando da janela ou se enforcando. 2:42 am “Estou no quarto 502 e finalmente descobri o que prende os espíritos aqui. Uma mulher que trabalhou como enfermeira aqui durante alguns anos quando tratavam a tuberculose se conectou comigo, ela me levou a um sala onde supostamente era um centro cirúrgico. Ela me mostrou uma cena chocante. Enquanto os pacientes estavam abertos na mesa de cirurgia um dos médicos preparava um ritual de magia negra, disse que ele era muito poderoso e gostava de escravizar espíritos para seu próprio divertimento. O ritual deveria ser preparado com o paciente ainda vivo, depois do ritual feito o médico colocava um pequeno embrulho com talismãs dentro do corpo e estava feito, o espírito do futuro falecido estaria aprisionado ao prédio e submisso aos mandos dele. Essa enfermeira era sua ajudante que se arrependeu de ter ajudado em tais rituais e saltou da janela desse quarto, para a sua má sorte a queda não a matou instantaneamente e o medico diabólico a levou para seu centro cirúrgico para “salvar sua vida”, porém executou o ritual imediatamente atando seu espírito como fez com os demais. Ela sofre muito por não poder se salvar ou salvar os demais. Quando o hospital fechou o médico executou o ritual para si próprio e se jogou dessa janela, tomando o controle de seus escravos. 4:05 am Billie:“Desde que soube dos rituais eu comecei a meditar e orar pelos espíritos, eu tentei conectar-me ao espírito do médico que pelo que a enfermeira me disse, comanda o lugar mas não tive sucesso. A energia negativa aumenta a cada minuto posso sentir algo muito ruim aqui e...” Voz masculina desconhecida: “Estava me procurando? Bem, aqui estou, estou feliz por você e seus amigos se juntarem a nós. Eu vim cuidar de você pessoalmente, sinta-se lisonjeado, e enquanto a seus amigos tenho outros cuidando deles.” “Existe um caminho muito melhor do que o que você esta seguindo, deixe essas pessoas em paz, se arrependa do que você fez e você poderá ser salvo.” Voz masculina desconhecida: “E você acha que eu quero? Você é um estúpido, se acha muito forte e experiente e não passa de uma criança brincando com as coisas que você não entende, mas não se preocupe, eu vou te ensinar melhor.” Billie: “Não tem nada que você tem pra ensinar que eu quero aprender.” Voz masculina desconhecida: “Olhe nos meus olhos, como são profundos e tristes, tenho acumulado neles a tristeza de todos que eu matei e aprisionei. Você esta sentindo toda essa tristeza não esta?” “Não, não, por favor não.” (Billie estava chorando, escuta-se o barulho do gravador caindo no chão, algumas coisas se arrastando, alguns ruídos que não se pode definir bem e depois disso o silencio). O Reencontro Tom abriu a porta de saída e encontrou Scott encostado em um dos carros, ele sorriu para o amigo momentaneamente até ver a marca de sangue na camisa. “O que aconteceu com você?” – Perguntou Tom. Scott contou tudo a Tom, e os quatro conversaram sobre suas experiências de terror naquele pequeno pedaço de inferno. “São quase sete horas e nada do Billie, vamos atrás deles.” – disse Tom. “Vamos, Spencer você fica aqui cuidando do David, Scott eu sei que você esta ferido, mas precisamos de você lá dentro.” – explicou Charlie. “Sem dúvida nenhuma, nós precisamos reunir nossas forças para sair com vida.” – completou Tom já andando em direção à entrada. Os três entraram no prédio e subiram as escadas até o quinto andar. Tom ia liderando o caminho. “Algo não esta bem, o Billie esta aqui em algum lugar, posso sentir sua presença, mas uma energia negativa envolve meus sentidos fazendo impossível definir a energia que Billie me manda.” “Vamos até o quarto 502, se algo aconteceu aqui, provavelmente foi lá.” – respondeu Scott. Minutos depois os três chegaram ao quarto, Scott foi o primeiro a entrar, Charlie e Tom correram ao escutar o grito de terror que Scott deu. Ao chegarem à porta entenderam porque seu amigo gritou. Billie estava morto, se matou enforcado. Ele se pendurou com trapos velhos que havia no lugar. Os três choraram pela perda do amigo e parceiro de aventuras espirituais. “Eu sei que ele nunca iria fazer isso em sã consciência. Alguma coisa o fez matar.” – disse Charlie andando em volta do quarto. “Essa coisa teria que ser muito forte, pois o Billie era um médium muito poderoso, porém eu não duvido. Eu presenciei coisas aqui que eu nunca vi em outro lugar.” – completou Scott pegando o gravador de Billie do chão. “E vocês têm razão, agora não temos tempo para muitas explicações, vocês precisam nos ajudar a sair do prédio, ou serei prisioneiro desse lugar para sempre e talvez vocês também.” Os três se assustaram ao ver o espírito de Billie e de uma enfermeira que até então eles não conheciam. De alguma forma eles se sentiram em perigo, pois sabiam que se ali existia uma entidade capaz de aprisionar espíritos, ela deveria ser muito forte e eles estavam cansados, com fome e mentalmente despreparados para qualquer outro tipo de aventura. Tom olhou pela janela, o sol estava nascendo, a luz que tocava seu rosto o fez lembrar que nada era impossível com fé e perseverança, e isso o animou. “Olhem pela janela senhores, a luz esta conosco, lembrem-se que por mais forte que essa coisa seja sempre existirá algo mais forte do lado do bem. Tenho certeza que espíritos de luz iram nos ajudar a sair daqui.” – disse Tom emocionado. De repente tudo ficou escuro, todos olharam pela janela e viram-se cercados, milhares de sombras rodeavam o prédio por fora como um tornado em fúria. Gritos de horror altos como o som de um trovão tomaram conta do lugar. Todos saíram do quarto e começaram a andar em direção as escadas, os espíritos da enfermeira e de Billie os seguiam. Scott viu pela energia dos dois eles sentiam medo e imaginou o tipo de força maligna operava naquele lugar. Ainda estavam no corredor dos quartos quando escutaram uma voz que soava como um estrondo. “Vocês nunca sairão com vida daqui com vida.” O médico louco estava em frente ao grupo, impedindo-lhes a passagem, Tom deu um passo à frente e começou uma oração. “Tom eu sei que você é forte e experiente, mas você não pode o enfrentar sozinho”. – sussurrou o espírito de Billie. “Talvez não, mas nós juntos tenho certeza que sim, junte-se a mim.” – respondeu Tom. “Você tem certeza? Seu corpo pode enfraquecer.” – perguntou Billie. “Rápido antes que seja tarde demais.” – disse Tom. Tom respirou fundo, o espírito de Billie entrou em seu corpo. Os demais puderam ver uma luz emanando da fusão dos dois. Tom foi andando em direção ao médico que estava sorrindo, pois estava se divertindo com a situação, ele fixou os olhos em Tom e começou a balbuciar alguma coisa. Por um instante Tom o encarou, parecia que estava sendo hipnotizado pelo homem. “Poupe suas mentiras, seu ódio e sua maldade, pois hoje não mais fará o mal. Volte para inferno, onde espíritos baixos como o seu estão.” – disse Tom ao médico. A expressão do médico já não era a mesma, estava furioso se esforçava para tomar conta do corpo de Tom. Ele continuava a pronunciar seu encanto, mas notou que não teria sucesso. Tom levantou suas mãos que irradiavam luz e o médico começou a gritar. Aos poucos o grupo notou que médico foi perdendo suas forças e começou a desaparecer. “Vocês nunca vão me tirar desse lugar e nunca vão sair, talvez eu tenha perdido minha força temporariamente, mas meus milhares de escravos vão te matar.” – gritou o médico desaparecendo. Centenas de vultos negros que estavam rodeando o prédio agora entravam pelas janelas em direção ao grupo. Todos se abraçaram em um circulo, a enfermeira ficou no meio dos três e em uma só voz pediram ajuda aos espíritos. Scott olhou para o lado, um vulto negro voava em sua direção, ele fechou o olho e orou uma vez mais e escutou vários gritos de dor e medo. Quando ele abriu o olho viu que agora não somente vultos negros mas também brancos ocupavam o lugar. Os vultos brancos colidam com as sombras que se aproximavam do grupo, Scott entendeu que ali estava sendo travada uma batalha por suas vidas e agradeceu aos espíritos por vir ajudá-los, ele sorriu para os demais. “Estamos salvos, mas temos que correr.” – disse Scott já correndo para as escadas. Eles alcançaram as escadas e começaram a descer. Charlie estava assustado e impressionado ao mesmo tempo com a batalha, pois em seu pouco tempo de experiência nunca pensou que algo assim pudesse ocorrer. Quando finalmente chegaram ao térreo olharam a saída e se animaram, porém a batalha entre as duas forças se intensificou. “Eles não vão me deixar sair eu posso sentir.” – gritou a enfermeira em meio do tormento Quando estavam alcançando a saída, um dos vultos negros alcançou Scott e o arrastou violentamente por onde era a antiga recepção. Vários espíritos de luz foram ao seu socorro, mas as sombras os impediam de chegar até ele. Já um pouco distante do grupo a sombra o soltou e o envolveu. Scott levantou suas mãos e gritou: “EGO to order vos , vado tergum ut abyssus.” A sombra fez um barulho ensurdecedor e desapareceu. Scott se levantou pode alcançar novamente o grupo que assistiu a cena com terror, mas foram impotentes de ajudá-lo. Todos saíram do prédio, menos a enfermeira que não podia passar da porta, ela se sentia incapaz de fazê-lo. Tom, ainda unido a Billie voltou para dentro do prédio, seus amigos tentaram impedi-lo, mas ele seguiu em frente. Ao entrar no prédio ele orou pela enfermeira e pediu sua libertação. Um espírito de luz se aproximou deles. “Eu sinto que seu arrependimento é verdadeiro, e você terá sua chance de desfazer seus erros e recomeçar.” – disse o espírito à enfermeira com sua voz melódica. “Rápido, use meu corpo e eu te levo para fora, tenho certeza que eu vou agüentar.” – ordenou Tom. Sem pensar duas vezes ela o fez, entrou no corpo de Tom que em segundos estava do lado de fora. Eles olharam para dentro e viram que o prédio estava silencioso como a noite e não mais viam a batalha sendo travada. Spencer correu ao encontro dos demais preocupado por não ver Billie. Tom caiu no chão de fraqueza, toda a batalha e dois espíritos ocupando seu corpo sugaram toda sua energia. Ele abriu os olhos para ver Billie e a enfermeira caminhando e desaparecendo em direção ao sol. E enquanto ao prédio, centenas de espíritos os observavam das janelas. David saiu do carro ainda muito fraco e se juntou aos demais que contaram tudo o que aconteceu. Os cinco fizeram uma promessa de um dia voltar e libertar todos os espíritos aprisionados ali, mas isso já é uma outra história... *2 – Eu te comando, volte para o inferno.

Terror Em Waverly Hills Sanatorium - Parte 1

Terror Em Waverly Hills Sanatorium - Parte 1 Histórias de Terror Terror Waverly Hills Sanitarium foi aberto em 1926 para o tratamento da tuberculose, conhecida também como “Morte Branca (White Death)”, durante a epidemia que vinha se espalhando com força total pelos Estados Unidos. Estima-se que mais de sessenta e quatro mil pessoas morreram nesse hospital, não somente de tuberculose, vários suicídios ocorreram por médicos, enfermeiras bem como os enfermos que não agüentavam o sofrimento (ou culpa). Mas isso é somente o começo da tragédia, Waverly Hills Sanitarium foi lugar para experiências terríveis e dolorosas na busca da cura da tuberculose, milhares de pessoas morreram durante essas experiências. Entre os procedimentos estavam a Pneumothorax que consiste in desinflar o pulmão para ajudar na cura ou Thoracoplasty, um procedimento muito doloroso que remove algumas costelas para que o pulmão tenha mais espaço para expandir, o problema era que com a grande demanda por anestésicos alguns pacientes eram operados às pressas sem o uso dos mesmos. Desses dois procedimentos somente 4% dos pacientes sobreviveram, porém dizem que houveram outras experiências não documentadas. Vestígios foram encontrados mas pela falta de interesse da policia tais experiências nunca foram comprovadas. Já nos anos 50 a tuberculose foi quase completamente erradicada e o sanatório foi fechado em 1961 para ser reaberto em 1962 como asilo para idosos com problemas mentais. Em 1982 o asilo foi fechado por abuso aos idosos. Varias pessoas que visitaram o lugar estavam seguras de que tinham visto fantasmas e presenciaram portas batendo e gritos pelos corredores e quartos. O vigia que trabalhou no local durante seis meses depois do fechamento do asilo afirma que durante esse tempo sempre teve vontade de se matar: “Eu fazia rondas pelo asilo e me sentia triste, olhava as janelas e queria saltar. Somente coisas ruins passavam pela minha cabeça e eu tinha vontade de fazer o mal.” – relatou. A depressão tomou sua mente até que ele decidiu demitir-se, retomando o controle e a felicidade de sua vida logo após. Sara Johnson, enfermeira do asilo presa em 1984 por torturar pacientes relatou que “as vozes me mandavam fazer”. Ela dizia que não queria machucar ninguém, mas tinha medo porque os supostos espíritos diziam que iriam matar ela e sua família se ela não obedecesse. Em 1993 um grupo de quatro médiuns e dois estudantes da paranormalidade foram até o Waverly Hills Sanitarium para estudar os fenômenos que vinham acontecendo no lugar. Tom Ashe, Billie Mason, Charlie Stanley e Scott Mark eram os médiuns e David Price e Spencer Jackson os estudantes. Decidiram passar a noite somente com algumas lanternas, gravadores de voz e um pouco comida. Chegaram ao local às sete da noite e começaram a planificar a jornada noturna. “Acho que deveríamos fazer grupos de dois e cada grupo fica em um andar diferente.” – disse David Price com voz excitada. “Olha, eu e o Dr. Tom somos médiuns experientes e não precisamos de companhia. Eu pelo menos me concentro melhor quando estou só.” – respondeu Billie Mason. “Concordo com você Billie, eu prefiro ir sozinho por que eu acho que a energia de outras pessoas atrapalha a minha conexão com os espíritos.” – confirmou Tom Ashe aos companheiros. “Vamos fazer assim, Tom e Billie vão sozinhos, eu vou com David e Spencer vai com o Charlie. Estamos de acordo?” – disse Scott. “Parece um bom plano, eu não quero ir sozinho.” - concordou Charlie. “Eu coloquei as áreas do prédio mais interessantes no papel e picotei, cada grupo pega um papel dizendo a ala que vai passar a noite, achei que seria bom deixar o destino escolher a área que cada grupo vai.” – disse David. Tom foi o primeiro a escolher um papel. “Túnel dos mortos, interessante.” – disse Tom com ar desapontado, ele queria ir para o quinto andar pois sabia que era o lugar mais assombrado. “Wow, estou com sorte Tom, tirei o quinto andar.” – disse Billie sorrindo para Tom. “Minha vez.” – disse Spencer pegando um papel. “Ficamos com o quarto andar Charlie.” – completou lendo o papel. “Então nos restou o térreo e o refeitório Scott.” – disse David mostrando o papel aos demais. “Vamos começar para não perder tempo, eu preciso de muito material para escrever a reportagem para a revista onde trabalho e fazer jus aos gastos da pesquisa.” – completou. “Certo, mas antes de começar devemos fazer uma oração. Dêem as mãos e vamos formar um circulo.” – disse Tom pegando a mão de Billie. Tom era o médium mais poderoso entre eles e vinha estudando espíritos desde os dez anos quando começou a ver e conversar com espíritos, dizia que ele vivia nos dois mundos ao mesmo tempo.< “Por favor Deus, envie-nos bons espíritos para nos guiar e nos ajudar durante essa jornada. Proteja-nos daqueles que profanam Seu nome, guie-nos pelo caminho da luz e não nos deixe perder na escuridão.” – Orou Tom, abriu o olho para ver centenas de pontos de luz girando em torno do circulo feito pelos seis e sentiu-se tranqüilo. “Ajustem seus relógios para mesma hora, são 7:22 pm, vamos nos encontrar aqui na entrada as 6:00 am em ponto.” – disse David. Os seis soltaram as mãos e entraram no prédio abandonado. David e Scott que ficariam no térreo se separaram do grupo e andaram em direção a ala dos quartos. Os demais foram para as escadas. Tom desceu para o túnel dos mortos e os outros subiram para seus andares designados. Em seguida são as gravações das fitas que cada grupo levou consigo.< Tom Ashe – Túnel dos Mortos 8:03 pm “O Túnel dos Mortos é um local muito famoso e muito assombrado também, ele foi construído inicialmente para que os empregados do hospital pudessem entrar e sair sem passarem pela portaria bem como transportar suprimentos para dentro, esse túnel vai do hospital até o trilho de trem que passa por perto. Quando muitas pessoas começaram a morrer e o túnel foi utilizado para transportar os corpos diretamente para os trilhos assim não baixavam a moral dos pacientes. Eu estou sentindo vibrações péssimas aqui, milhares de corpos passaram por esse túnel, eu posso sentir um tipo de fúria dos espíritos que viram seus corpos sendo empilhados para transporte, posso ver algumas pessoas gritando e chorando, médicos e enfermeiras continuam aqui trabalhando como se ainda estivessem vivos. Eu vou mediar um pouco e orar por eles.” 2:20 am “Depois de muita meditação pude me conectar com um espírito de uma mulher que morreu de tuberculose durante uma cirurgia mal sucedida. Ela não sabe que esta morta e não pode entender, me disse que esta esperando seu filho vir, eu disse que talvez ele não viesse, ela então se descontrolou, seu rosto perdeu a forma e tentou me atacar fisicamente, mas desapareceu logo após me chamar de mentiroso, eu não consegui trazer-la de volta.” 4:09 am “Eu estava dormindo, alguém me acordou tocando no meu ombro e me chamou pelo nome, quando olhei havia centenas de espíritos a minha volta, estavam me xingando, outros me mandando ir embora dizendo que era mais seguro, alguns sussurravam aos meus ouvidos tentando me controlar de alguma maneira, eu me concentrei e os afastei pelo método da meditação, alguns ainda estão aqui tentando me controlar ou possuir.” 5:35 am “Não estou mais agüentando, não me sinto seguro, meu corpo esta muito cansado e não consigo concentrar, alguns espíritos me dizem que eu nunca vou sair daqui vivo e que eu deveria me matar para evitar a dor que eles vão me causar. Vou sair do prédio o quanto antes.” 5:42 “Minha lanterna se apagou, a luz do meu relógio esta muito fraca e não consigo encontrar a saída, o túnel é por baixo da terra e não tem iluminação nenhuma, não estou enxergando por onde ando e de tempo em tempo algo me empurra violentamente e me faz girar e perder a direção para onde estava indo, não sinto tanto medo desde minha infância.” Horário desconhecido: “Não sei que horas podem ser a luz do meu relógio não funciona, estou no escuro e perdido, não sei por quanto tempo estou andando, com sorte os outros estão vindo me procurar. Tem alguma coisa me empurrando, estão tentando me machucar.” (A voz de Tom fica longe do gravador, somente se escuta gritos e sussurros por um tempo, a voz de Tom ainda esta longe mas ele esta gritando e chorando). “MEU DEUS ME AJUDA, ENVIE-ME BONS ESPÍRITOS PARA ME GUIAR E ME AJUDAR DURANTE ESSA JORNADA. PROTEJA-ME DAQUELES QUE PROFANAM SEU NOME, GUIE-ME PELO CAMINHO DA LUZ E NÃO ME DEIXE PERDER NA ESCURIDÃO.” (Segundos depois a voz de Tom novamente se aproxima do gravador). “Esta tudo claro, espíritos de luz então me mostrando o caminho da saída, me cercaram e isso mantém as sombras longe de mim estou correndo o mais rápido que posso. Graças a Deus estou fora do túnel, posso ver a saída do prédio, minha jornada terminou, estou preocupado com meus amigos quem são muito inexperientes mas não vou atrás deles por agora.” Spencer Jackson e Charlie Stanley – Quarto Andar 8:34pm Spencer: “Eu, Spencer e Charlie estamos no quarto andar do prédio, onde foram reportadas varias aparições de todas as épocas, Charlie sentiu uma energia muito negativa em um dos quartos e vamos ficar por aqui por um tempo tentando fazer contato com espíritos.” “Charlie esta em transe já faz uns 40 minutos e não responde aos meus chamados, ele esta com o olho revirado e sussurrando algumas palavras mas eu não entendo o que ele diz.” Spencer: “Criança? Charlie você ta me escutando? Charlie? Você esta vendo uma criança? Você pode me dar a descrição dessa criança? Pergunte quem é ela e por que esta aqui. Charlie esta apontando para a porta, mas não vejo nada lá, vou sair do quarto e olhar lá fora pois estou escutando barulho de algo quicando no chão, estou vendo uma menina de uns cinco anos aproximadamente brincar com uma bola no corredor, vou tentar me aproximar e conversar com ela. Olá, você pode me dizer seu nome? (alguns segundos depois Spencer grita, e pelo barulho, seu corpo e o gravador caíram no chão).” 2:44am Charlie: “Eu encontrei o Spencer desmaiado no chão do corredor e o gravador junto a ele, pelo que escutei no gravador ele encontrou um espírito de uma menina. Ele não é médium e não esta preparado para ver o que certos espíritos tem pra mostrar, a energia aqui é muito maligna, muitos espíritos ruins vivem aqui e nunca se sabe o que pode encontrar. Vou ficar com Charlie aqui até ele acordar.” 4:09am Charlie: “O Spencer acordou minutos atrás, disse que ouviu uma voz o chamando pelo nome e afirma que foi Billie, estamos escutando alguns barulhos do quinto andar onde Billie esta. Spencer me disse que se assustou com a aparência da criança ela não tinha olhos e orelhas e perguntou se ele estava aqui para curar ela. Espíritos podem tomar a forma que querem, por isso temos que estar preparados para ver coisas horrendas. Por alguma razão as coisas nos últimos minutos tem ficado muito agressiva, estamos cercados por sombras, as portas e janelas estão abrindo e fechando, alguma coisa empurrou Spencer que esta aterrorizado. Nós vamos tentar prosseguir para uma área diferente nesse andar.” 4:32am Spencer: “As coisas estão um pouco mais calmas, nós estamos em um quarto grande onde Charlie diz que funcionava uma sala de cirurgia nos tempos da epidemia de tuberculose, esta será a ultima sala que vamos visitar, depois disso vamos embora.” Charlie: “Eu estou vendo um jovem na mesa de cirurgia, estão operando o rapaz, ele esta aberto do tórax até o abdômen, seus braços e pernas estão amarradas à mesa ele esta gritando e tem muito sangue saindo da boca dele. Me parece que ele esta anestesiado, mas levemente, o sedativo não é muito forte. (Charlie começa a chorar) Ele esta sofrendo muito, posso sentir sua dor ele esta pedindo pra morrer, o médico esta removendo suas costelas, pela energia do médico e enfermeiras, eles estão muito angustiados. Sinto uma repulsa imensa, os espíritos que assombram esse hospital o querem destruir, estão revoltados por tudo que foi feito com eles. Um dos enfermeiros esta nos observando, ele me diz que sabe que esta morto mas se diverte vendo os espíritos sofrerem e disse que íamos nos juntar a eles em breve se eu fizer alguma tentativa de ajudar algum espírito a sair dali.” 5:20 am Charlie: “Vamos sair do prédio, acho que já tivemos provas suficientes de que este lugar é assombrado e nos sugaram toda a energia, preciso comer e descansar. Ainda vejo sombras andando e alguns espíritos. O espírito de um velho esta na porta de saída para as escadas, acho que não quer nos deixar sair, ele esta batendo a cabeça na porta repetidamente e esta sangrando. Vou me aproximar e abrir a porta. Spencer diz não ver ou escutar nada.” (Escuta-se um urro e Spencer no fundo acudindo o amigo, o ruído durou por alguns minutos). Spencer: “Me parece que o Charlie foi atacado por um espírito, ele esta acordado mas disse que se sente muito franco e precisa descansar um pouco, a porta de saída para as escadas esta trancada, aparentemente não há chave, tentei arrombar mas a porta é de ferro e muito resistente, estamos sem refugio por agora.” “O espírito que me atacou é de um senhor que morreu aqui um pouco antes do asilo ser fechado. Eu perguntei por que ele esta aqui e me disse que matou muita gente e que o prenderam aqui. Ele sugou um pouco da minha energia, mas consegui me livrar antes de um dano maior ser feito. 5:59 am Spencer: “Escutamos o Billie nos chamando e dizendo para ir embora, a porta da escada se abriu e já estamos no térreo, e entrada do prédio esta a minha frente, aparentemente somos os primeiros a sair. Fico imaginando onde o Billie esta porque se ele abriu a porta e nos chamou ele deveria estar aqui.” Continua...